

Daniel Vorcaro busca reforço na defesa para tentar apresentar uma terceira proposta de delação premiada à Polícia Federal | Foto feita por meio de IA
21 de junho de 2026 – Familiares de Daniel Vorcaro procuraram, durante a última semana, ao menos três escritórios de advocacia de Brasília em busca de um novo nome para assumir a defesa do dono do Banco Master. A movimentação ocorre em meio à tentativa de destravar uma nova proposta de delação premiada.
Segundo informações confirmadas à CNN por pessoas próximas ao ex-banqueiro, Vorcaro prepara uma terceira proposta de colaboração, após duas tentativas anteriores terem sido negadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A busca por advogados criminalistas renomados teria como objetivo reforçar a estratégia jurídica e avançar nas tratativas com os investigadores.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Pessoas próximas ao dono do Banco Master afirmam que a possibilidade de retorno ao presídio da Papuda teria assustado Vorcaro. Por isso, ele estaria buscando uma nova composição jurídica para tentar evitar a transferência e apresentar uma proposta considerada mais consistente às autoridades.
O ex-banqueiro já trocou de advogado outras duas vezes. Atualmente, sua defesa é comandada pelo ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), Sérgio Leonardo, que permaneceu à frente do caso após a saída do criminalista José Luis Oliveira, conhecido como Juca.
A aliados, Vorcaro teria dito que pretende apresentar, nesta terceira tentativa de delação, um material “mais robusto” em relação aos documentos já entregues. A expectativa, segundo fontes citadas pela reportagem, é que a nova proposta de colaboração seja encaminhada à Polícia Federal nos próximos dias.
O dono do Master também teria afirmado a interlocutores que percebe “má vontade” da PF em relação ao material entregue até agora.
Do outro lado, investigadores e delegados da corporação sustentam que uma eventual delação premiada só poderá ser aceita se trouxer informações comprovadas, relevantes e capazes de alcançar todos os envolvidos nos supostos esquemas de corrupção investigados.
Apesar da movimentação da defesa, há ceticismo dentro da Polícia Federal sobre a possibilidade de Vorcaro apresentar elementos realmente novos em relação ao que já foi levado nas duas propostas anteriores.
Na avaliação de investigadores, a colaboração premiada só teria viabilidade se trouxesse provas, documentos e relatos que contribuíssem de forma efetiva para o avanço das apurações.
O caso segue em desenvolvimento e envolve cautela jurídica, já que as tratativas de colaboração premiada dependem de análise técnica da Polícia Federal, do Ministério Público e posterior homologação judicial, caso haja acordo.
As investigações relacionadas ao Banco Master continuam mobilizando autoridades e ampliando o debate político e jurídico em Brasília. A possibilidade de delação de Vorcaro é acompanhada com atenção por investigadores, advogados, parlamentares e integrantes do mercado financeiro.
Até o momento, porém, não há confirmação de que a terceira proposta será aceita. A defesa tenta reorganizar a estratégia, enquanto a Polícia Federal mantém a exigência de que qualquer colaboração traga fatos novos, provas consistentes e informações de interesse público para a investigação.
Os citados e investigados têm direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.
Leia também | Autoexclusão bloqueia 700 mil usuários
Tags: Daniel Vorcaro, Banco Master, delação premiada, colaboração premiada, Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República, PGR, STF, investigação, Operação Compliance Zero, Sérgio Leonardo, José Luis Oliveira, Juca, OAB-MG, advocacia criminal, defesa de Vorcaro, Papuda, sistema financeiro, mercado financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, apuração policial, Brasília, Justiça, política, investigação criminal, Portal Terra Da Luz