

Governo identificou 10 alertas falsos nos sistemas da Defesa Civil e acionou a Polícia Federal para investigar possível ataque hacker | Foto: reprodução
20 de junho de 2026 – O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que identificou 10 alertas indevidos nos sistemas da Defesa Civil durante a madrugada deste sábado (20). A informação foi confirmada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, durante coletiva de imprensa.
Segundo o secretário, a equipe de tecnologia da informação da Defesa Civil ainda apura as causas e a origem das falhas no sistema. Por esse motivo, o governo ainda não detalhou todos os estados afetados, mas citou Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Acre e São Paulo entre as localidades que receberam notificações.
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De acordo com Wolnei Wolff, nove alertas foram disparados pelo sistema Cell Broadcast e um foi enviado via SMS. A ferramenta Cell Broadcast foi desenvolvida para exibir mensagens de emergência em formato de pop-up diretamente na tela do celular, com alcance amplo em situações de risco.
O secretário afirmou que a Defesa Civil ainda não sabe se os alertas foram enviados por uma única pessoa ou por um grupo. O governo também não identificou, até o momento, os autores dos disparos nem as localidades de onde as ações partiram.
“O que parece ter ocorrido é que a pessoa ou as pessoas entraram, se cadastraram no sistema e fizeram um alerta a partir de Curitiba. Não sei onde essa pessoa estava e nem quem é essa pessoa. A gente bloqueou. Uma outra pessoa ou a mesma pessoa entrou em um outro lugar com um outro cadastro e disparou um outro alerta. Até então, temos notícia de que isso foi feito nove vezes usando o sistema Cell Broadcast e uma vez usando o SMS”, afirmou Wolff.
O governo ainda não informou quantas pessoas ou aparelhos celulares receberam os alertas durante a madrugada. Wolnei Wolff afirmou que os números seguem em apuração, mas reconheceu que o alcance pode ter sido de milhões de usuários.
“Com certeza, milhões de pessoas foram alertadas na madrugada do dia de hoje ou no final da noite de ontem. Com certeza. Esses alertas via Cell Broadcast têm capacidade de atingir milhares de pessoas”, declarou.
A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar por volta de 1h30 da madrugada após a identificação da invasão. Até o momento, não há previsão para a retomada do serviço.
Segundo o secretário, a plataforma só será reativada quando houver segurança suficiente para evitar novos acessos indevidos, especialmente nos estados afetados.
“Quando ele voltará ao ar? Quando a gente tiver plena segurança de que, pelo menos nesses estados, a gente já tiver sido capaz de fazer as trocas das senhas para que tenha o mínimo de segurança de que não irá ocorrer ataques novamente”, disse Wolff.
O alerta foi enviado para diversas regiões do país e teria sido ordenado remotamente por alguém sem vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.
O alerta falso continha a palavra “misantropi4”, termo associado à ideia de ódio à humanidade. A Defesa Civil avalia que o caso provavelmente se trata de um ataque hacker.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, acionou a Polícia Federal para investigar o episódio.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que não há motivo para preocupação em relação ao alerta falso enviado durante a madrugada. Em nota, a agência reforçou que as mensagens não foram disparadas pelas autoridades competentes.
A apuração deve identificar como ocorreu o acesso indevido ao sistema, quem realizou os disparos e se houve falha técnica, uso irregular de credenciais ou invasão cibernética.
O caso acende um alerta sobre a segurança de sistemas públicos voltados à comunicação de emergências. Ferramentas como o Cell Broadcast são essenciais para avisar a população em situações de risco, como enchentes, deslizamentos, tempestades severas e outras ocorrências de defesa civil.
Por isso, o governo afirma que a prioridade é restabelecer a segurança do sistema antes de recolocá-lo em funcionamento.
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