

Polícia Federal deflagrou operação para apurar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Digimais | Foto: Polícia Federal
23 de junho de 2026 – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem, para apurar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986. O alvo das investigações é o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas autorizadas estão a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.
Segundo a Polícia Federal, a investigação foi subsidiada por relatórios do Banco Central e busca esclarecer supostas irregularidades em demonstrativos contábeis, registros regulatórios e operações financeiras.
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De acordo com a Polícia Federal, os investigados teriam manipulado informações financeiras para ocultar a real situação da instituição, aparentar solvência perante órgãos de controle e viabilizar operações consideradas supostamente irregulares.
Segundo a corporação, as investigações indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.
As apurações miram possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.
A Justiça Federal autorizou o sequestro e o bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. A medida busca garantir eventual reparação de danos e preservar recursos relacionados aos fatos investigados.
Além do bloqueio patrimonial, a decisão judicial permitiu o acesso a informações bancárias e fiscais dos investigados, o que deve auxiliar os agentes federais na análise da movimentação financeira e da estrutura contábil da instituição.
Os mandados são cumpridos em São Paulo, onde a PF recolhe documentos, equipamentos e materiais que possam contribuir para o avanço da investigação.
A Operação Miragem foi baseada em relatórios do Banco Central, órgão responsável pela supervisão do sistema financeiro e pela fiscalização de instituições autorizadas a funcionar no país.
A partir desses dados, a Polícia Federal passou a apurar se houve manipulação de registros regulatórios e contábeis para apresentar uma situação financeira diferente da realidade.
A investigação também busca identificar eventuais responsáveis pelas decisões, registros e operações sob análise.
Os envolvidos poderão responder por crimes previstos na Lei nº 7.492/1986, que trata de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.
Entre os crimes citados pela Polícia Federal estão gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.
A operação segue em andamento, e os materiais apreendidos serão analisados pelos investigadores. Os citados e investigados têm direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência até decisão definitiva da Justiça.
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