

Brasil amplia articulação para evitar nova tarifa norte-americana sobre produtos exportados aos Estados Unidos | Foto: reprodução/CNN Brasil
10 de julho de 2026 – O Brasil intensificou a articulação política e empresarial para tentar impedir a adoção de uma nova tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida está sendo avaliada pelo Escritório do Representante Comercial norte-americano, o USTR, com decisão prevista para os próximos dias.
A eventual sobretaxa pode afetar setores industriais, agropecuários e exportadores que dependem do mercado dos Estados Unidos. Empresas brasileiras argumentam que a barreira também prejudicaria indústrias norte-americanas que utilizam matérias-primas e componentes produzidos no Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro participou das discussões em Washington e defendeu o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. “O Pix não é um problema a ser corrigido, é uma solução”, afirmou durante audiência, segundo áudio obtido pela Reuters.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O sistema criado pelo Banco Central tornou-se um dos pontos da investigação comercial dos Estados Unidos. Autoridades norte-americanas avaliam se o Pix cria desvantagens para empresas privadas de cartões e meios de pagamento.
A defesa brasileira sustenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e favoreceu a inclusão financeira. Para pessoas físicas, grande parte das transações é gratuita, permitindo pagamentos e transferências instantâneas em qualquer horário.
O questionamento transformou o Pix em símbolo de soberania tecnológica. O debate envolve não apenas relações comerciais, mas também o direito do Brasil de desenvolver soluções públicas adaptadas às necessidades de sua população.
Uma tarifa de 25% pode tornar produtos brasileiros mais caros e menos competitivos. Compradores norte-americanos poderiam substituir fornecedores do Brasil por empresas de outros países.
O efeito alcançaria desde grandes exportadoras até pequenas empresas integradas às cadeias produtivas. Menos encomendas podem significar redução da produção, adiamento de investimentos e perda de empregos.
A incerteza também dificulta a celebração de contratos de longo prazo. Empresas precisam saber quais custos enfrentarão para planejar estoques, produção e transporte.
A tentativa de evitar a tarifa reúne governo, setor privado e representantes políticos de diferentes correntes. Apesar das divergências internas, existe interesse comum em preservar o comércio bilateral.
O Brasil busca demonstrar que medidas protecionistas podem prejudicar os dois países. A relação comercial envolve alimentos, energia, produtos industriais, máquinas e serviços.
O resultado da negociação terá impacto econômico e político. Caso a sobretaxa seja confirmada, o governo brasileiro terá de avaliar medidas diplomáticas, apoio aos setores atingidos e eventual contestação em organismos internacionais.
Leia também | Aposta de MG fatura prêmio de R$ 43 milhões
Tags: economia, Brasil, Estados Unidos, tarifa comercial, tarifaço, sobretaxa, USTR, Donald Trump, Flávio Bolsonaro, comércio exterior, exportações brasileiras, importações, indústria brasileira, agronegócio, empresas exportadoras, competitividade, empregos, investimentos, relações bilaterais, diplomacia comercial, Pix, Banco Central, pagamentos instantâneos, inclusão financeira, soberania tecnológica, Visa, Mastercard, protecionismo, mercado internacional, Portal Terra Da Luz