
Novas regras limitam a publicidade das bets e exigem advertências claras sobre os riscos das apostas | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
10 de julho de 2026 – O governo federal anunciou novas restrições e advertências obrigatórias para a publicidade das empresas de apostas de quota fixa, conhecidas como bets.
As medidas procuram reduzir mensagens que apresentem apostas como forma de investimento, solução financeira ou caminho para sucesso pessoal. As empresas autorizadas terão de exibir alertas sobre os riscos da atividade e respeitar regras de proteção a crianças e adolescentes.
A regulamentação ocorre em meio ao crescimento acelerado do setor e à preocupação com endividamento, dependência e exposição de públicos vulneráveis.
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Campanhas não devem sugerir que apostar garante renda, estabilidade financeira ou ascensão social. Também serão proibidas mensagens que minimizem perdas ou apresentem o jogo como alternativa ao trabalho.
A medida busca corrigir uma distorção frequente na comunicação do setor. Publicidades costumam destacar vencedores, bônus e oportunidades, mas raramente dão a mesma visibilidade às perdas.
Os alertas deverão informar que apostas envolvem risco e podem provocar dependência. A linguagem precisa ser clara e perceptível, sem letras pequenas ou exibição rápida.
Crianças e adolescentes não podem participar de apostas e tampouco devem ser alvo da publicidade. Peças que utilizem personagens, influenciadores ou elementos associados ao público infantil estarão sujeitas a restrições.
Também existe preocupação com a presença de marcas de bets em transmissões esportivas e ambientes frequentados por jovens. A popularização das apostas no futebol aproximou o jogo da rotina de torcedores de todas as idades.
O controle de idade, a identificação dos usuários e o combate a plataformas ilegais são essenciais para que as regras funcionem.
A facilidade de apostar por celular ampliou o acesso, mas também reduziu a percepção do dinheiro gasto. Pequenas apostas sucessivas podem consumir parte relevante da renda.
Especialistas recomendam que consumidores não utilizem recursos destinados a alimentação, aluguel, saúde ou pagamento de dívidas. A aposta não deve ser tratada como investimento, porque não oferece garantia de retorno e favorece estruturalmente a empresa operadora.
Regras sem fiscalização podem ter efeito limitado. O governo deverá acompanhar peças publicitárias, plataformas e canais digitais, além de responsabilizar empresas autorizadas.
Também será necessário combater sites clandestinos, que não seguem limites, não recolhem tributos e podem expor usuários a fraudes.
A regulamentação representa avanço, mas a proteção depende de educação financeira, atendimento em saúde e ações permanentes contra o jogo problemático.
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