

Mamografia digital é considerada uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce do câncer de mama e poderá ter cobertura ampliada pelos planos de saúde. | Foto: José Cruz/Agência Brasil
24 de junho de 2026 – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) defende a ampliação da cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde para todas as pessoas que tenham indicação médica, independentemente da idade ou do gênero.
A proposta está em consulta pública e poderá receber contribuições da sociedade até o dia 11 de julho. Atualmente, a cobertura obrigatória do exame é restrita a mulheres entre 40 e 69 anos, desde que haja solicitação do médico assistente.
A mamografia digital, considerada uma versão mais moderna do exame convencional, é uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A tecnologia permite identificar alterações ainda em estágios iniciais, aumentando as chances de sucesso no tratamento.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.
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De acordo com a ANS, o diagnóstico precoce contribui para tratamentos menos agressivos e melhores resultados clínicos.
Entre as vantagens da mamografia digital estão a menor exposição à radiação, a redução do tempo de compressão das mamas durante o exame e o armazenamento digital das imagens, facilitando o acompanhamento médico e a análise por diferentes especialistas.
Caso a proposta seja aprovada, os planos de saúde passarão a oferecer cobertura da mamografia digital para pessoas de qualquer faixa etária e gênero, desde que exista prescrição médica. A medida seguirá o mesmo modelo já adotado para a mamografia convencional.
A mudança também poderá beneficiar pessoas que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher, ampliando o acesso ao exame quando houver necessidade clínica.
A proposta foi aprovada pela diretoria colegiada da ANS no último dia 8 e surgiu após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).
A maioria dos integrantes da comissão considerou que a mamografia digital já está consolidada como padrão de cuidado oncológico e que a manutenção da restrição etária pode dificultar ou atrasar o diagnóstico precoce do câncer de mama.
A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, destacou a necessidade de atualização das coberturas oferecidas pelos planos de saúde.
“Com a evolução tecnológica e a ampla utilização da mamografia digital nos serviços de saúde, entendemos que não há mais justificativa para manter restrições de idade ou gênero para um exame tão importante”, afirmou Lenise Secchin.
As contribuições para a Consulta Pública nº 173 podem ser enviadas até o dia 11 de julho.
Os interessados podem acessar os documentos relacionados à proposta e encaminhar sugestões diretamente por meio do portal oficial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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