

Novo medicamento oral aprovado pela Anvisa amplia opções de tratamento para pacientes com câncer de mama avançado. | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
23 de junho de 2026 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), uma nova opção de tratamento oral para pacientes com câncer de mama avançado ou metastático. A autorização foi publicada nesta semana e amplia as alternativas terapêuticas disponíveis para casos específicos da doença.
Segundo a Anvisa, o medicamento é indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia, ou para pacientes cuja doença já se espalhou para outras partes do corpo e que tenham recebido tratamento prévio com terapia endócrina.
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De acordo com a agência reguladora, o medicamento é destinado a pacientes com tumores que apresentam características específicas:
“O medicamento, desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., é oral e indicado como monoterapia”, informou a Anvisa em nota oficial.
O Inluriyo® atua como uma nova alternativa terapêutica para pacientes que apresentam resistência ou progressão da doença após tratamentos hormonais convencionais.
O câncer de mama permanece como o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que, entre os anos de 2023 e 2025, foram estimados 73.610 novos casos da doença no país.
O número corresponde a 30,1% de todos os diagnósticos de câncer registrados na população feminina brasileira.
Especialistas destacam que o diagnóstico precoce continua sendo uma das principais estratégias para aumentar as chances de sucesso no tratamento e reduzir a mortalidade associada à doença.
A aprovação do novo medicamento representa mais um avanço no arsenal terapêutico disponível para o combate ao câncer de mama, especialmente para pacientes que apresentam alterações genéticas específicas associadas à progressão da doença.
A expectativa é que a nova opção contribua para ampliar as possibilidades de controle da enfermidade e melhorar a qualidade de vida das pacientes elegíveis ao tratamento.
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