

Especialista alerta que a escassez de peças originais e o aumento dos furtos exigem mais atenção de quem compra ou mantém veículos usados. | Foto: divulgação
06 de agosto de 2026 – Os modelos Chevrolet Ônix e Prisma, Hyundai HB20 e Ford Ka, que figuram entre os veículos mais visados por criminosos no Brasil, também enfrentam dificuldades relacionadas à disponibilidade de peças originais. A combinação entre alta procura por componentes e o crescimento do mercado de veículos usados tem pressionado oficinas e consumidores.
Segundo Leonardo Mendonça, especialista automotivo e responsável pela LS Centro Automotivo, os itens mais procurados por criminosos nesses modelos são catalisador, estepe, faróis, lanternas, baterias, módulos de injeção, além de rodas e pneus.
“O interessado em comprar um veículo usado deve levar em conta não apenas o preço, mas também a disponibilidade de peças originais no mercado, o custo da manutenção, o índice de roubo, o consumo de combustível e até mesmo o valor do seguro. Ao adquirir um veículo, principalmente usado, com mais de cinco anos, primeiramente é preciso levá-lo até uma oficina de confiança para que um checklist minucioso seja feito e evite dor de cabeça e gastos acima do esperado no futuro. As manutenções regulares e preventivas são fundamentais e, com o aumento dos furtos, a depender do modelo, muitas pessoas estão colocando travas mecânicas”, destaca Leonardo Mendonça.
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O mercado de veículos seminovos e usados continua aquecido no Brasil. Dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostram que, somente em julho, foram comercializadas 1.754.785 unidades, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O acumulado de 2026 já chega a 10,8 milhões de transferências, com expectativa de superar as 18,5 milhões de negociações registradas em 2025.
Entre os modelos usados mais vendidos em julho estão o Chevrolet Ônix, com 43.180 unidades comercializadas, e o Hyundai HB20, com 42.312.
Além das tradicionais travas mecânicas, a tecnologia tem se tornado uma importante aliada na proteção dos veículos.
“Hoje em dia há sensores no mercado que disparam ao detectar a quebra de vidros ou movimentação interna; bloqueadores que cortam o fluxo de combustível e até mesmo a corrente elétrica do motor; películas mais resistentes e rastreadores via satélite (GPS). Estes últimos já podem ser acompanhados por meio de aplicativos no próprio aparelho de celular ou pelas centrais de segurança”, explica Leonardo Mendonça.
O especialista também reforça que a manutenção preventiva é fundamental para aumentar a vida útil do veículo e reduzir gastos inesperados.
Entre as recomendações estão a troca periódica do óleo do motor, verificação do nível e da coloração do lubrificante, inspeção da bateria, conferência das luzes, calibragem frequente dos pneus, alinhamento e balanceamento, atenção aos alertas do painel e o hábito de evitar circular com o tanque na reserva.
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