

Imóvel ligado ao ex-vereador Milton Leite, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, foi furtado na noite deste domingo (20). | Foto: Reprodução/TV Globo
21 de setembro de 2026 – Um imóvel usado como escritório político do ex-vereador Milton Leite, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, foi furtado na noite deste domingo (20). Os criminosos levaram um HD que armazenava imagens do circuito interno de segurança, mas deixaram no local mais de R$ 19 mil em dinheiro.
O furto aconteceu por volta das 21h15, em um imóvel localizado na Rua General Bráulio Guimarães. Segundo relatos obtidos pela reportagem, o HD com as imagens das câmeras de segurança foi levado pelos invasores.
No local, policiais encontraram R$ 19.271 em dinheiro vivo, além de documentos que identificavam o proprietário como Milton Leite. Parte dos documentos e das cédulas foi apreendida pelos policiais civis que atenderam à ocorrência.
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A Polícia Militar não confirmou oficialmente nem negou que o imóvel pertença a Milton Leite. O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (DP).
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares atenderam uma ocorrência de furto em residência. Os agentes encontraram o imóvel revirado e documentos que identificavam o ex-vereador como proprietário.
A autoridade policial realiza diligências para obter imagens e outras informações sobre o caso. A perícia foi requisitada e o local foi preservado.
Entre os documentos encontrados estavam talões e cartões bancários, Bilhete Único e uma carteirinha de filiação do presidente estadual do União Brasil ao Corinthians.
Milton Leite está preso temporariamente em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo é investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
A investigação está relacionada a suspeitas sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital paulista. Segundo os investigadores, Milton Leite seria responsável diretamente pela operação de algumas empresas que estariam sob controle da facção, além de ser apontado como dono de fato da Transwolff.
Leite se entregou à polícia na tarde de sexta-feira (18), depois de ter sido alvo de um mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17).
No sábado (19), o ex-vereador alegou não estar se sentindo bem e pediu para ser levado a um hospital. O pedido ocorreu minutos antes da audiência de custódia. Na ocasião, uma fonte da investigação informou: “Estava na fila da custódia, mas passou mal e foi socorrido antes da audiência”.
Até aquele momento, não haviam sido divulgadas informações sobre o que ele estaria sentindo ou sobre seu estado de saúde.
Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva (PL) estão entre os nomes citados pela Polícia Civil na Operação Vectura Corrupta.
A operação foi deflagrada na quinta-feira (17), com o cumprimento de 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes frentes, incluindo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais. A apuração também mira a chamada “Sintonia dos Gravatas”, núcleo que, segundo a polícia, reuniria advogados que atuariam em benefício da organização criminosa.
Na saída para o Instituto Médico-Legal (IML), na sexta-feira (18), Milton Leite afirmou à imprensa que é inocente das acusações.
“Sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito”, afirmou.
Questionado se se arrependia de alguma coisa, respondeu: “Só arrepende quem comete crime. Eu não cometi nenhum e nada devo.”
Em vídeo publicado nas redes sociais no sábado (19), Alexandre Leite, um dos filhos do ex-vereador, também comentou o caso.
“Consideramos essa medida extremamente injusta, mas cabe aos advogados fazer a defesa jurídica. Vejo como uma boa oportunidade de passar essa história a limpo e colocar um ponto final, para que ela não seja reverberada a cada dois anos ou a cada período eleitoral”, declarou.
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