

Restos de escombros após um ataque conjunto israelense-americano em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Foto: Amir Kholousi/AP
28 de fevereiro de 2026 — Um ataque coordenado de Estados Unidos e Israel contra o Irã, na madrugada deste sábado (28), deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos, segundo a mídia estatal iraniana com base em dados do Crescente Vermelho. Explosões foram registradas em Teerã e em diversas outras cidades do país, ampliando o temor de uma escalada militar no Oriente Médio.
De acordo com autoridades israelenses, o líder supremo Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian teriam sido alvos da ofensiva, embora não haja confirmação oficial sobre o resultado das ações. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que instalações ligadas ao líder supremo foram destruídas e sugeriu que Khamenei pode ter morrido, informação ainda não confirmada por Teerã.
O Exército dos EUA informou que nenhum militar americano ficou ferido e que os danos às bases norte-americanas após a retaliação iraniana foram mínimos.
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Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos em Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. Sirenes de alerta soaram em vários países da região, e explosões foram ouvidas no Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência iraniana Tasnim.
Com o agravamento da crise, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. O aeroporto de Dubai teve operações paralisadas, e voos que saíram de São Paulo com destino a Dubai e Doha retornaram ao Brasil.
O presidente Donald Trump declarou que o objetivo da operação é destruir o programa nuclear iraniano e proteger os Estados Unidos de ameaças. Segundo o Pentágono, a ação pode se estender por vários dias e foi classificada como uma operação de “fúria épica”.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o ataque como “agressão militar criminosa” e pediu providências à ONU. Em nota, o governo iraniano afirmou estar preparado para defender a integridade territorial do país e prometeu uma resposta firme aos agressores.
Esta é a segunda ofensiva direta dos EUA contra o Irã em menos de um ano. Em 2025, estruturas nucleares iranianas já haviam sido bombardeadas em apoio a Israel. As ações ocorrem em meio a negociações fracassadas sobre o programa nuclear iraniano e a um histórico de sanções econômicas e confrontos indiretos entre Teerã e Washington.
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