

Equipes brasileiras atuam nas buscas por sobreviventes após terremotos que deixaram mais de 1,4 mil mortos na Venezuela | Foto: REUTERS/Maxwell Briceno
28 de junho de 2026 – O número de mortes provocadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para 1.430, segundo balanço divulgado pelo governo venezuelano neste sábado (27). Os tremores também deixaram 3.238 feridos e causaram forte destruição em áreas do norte do país.
Os abalos tiveram magnitudes de 7,5 e 7,2 na escala Richter. De acordo com o governo venezuelano, ao menos 430 réplicas de menor intensidade foram registradas após os principais tremores.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que dois brasileiros, uma mulher e um homem, estão entre as vítimas. Uma delas é a brasiliense Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos.
Na tarde de sexta-feira (26), um novo terremoto, de magnitude 4,9, atingiu a costa norte da Venezuela. O tremor foi sentido em Caracas e na cidade vizinha de Maracay.
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Equipes brasileiras iniciaram neste sábado (27) a operação de busca e resgate na Venezuela, em meio a um cenário de destruição, serviços básicos comprometidos e milhares de pessoas fora de suas casas.
A missão é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), e integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes.
O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local.
Segundo o Ministério da Integração, o primeiro dia de atuação dos brasileiros foi dedicado à busca e ao salvamento de vítimas presas sob os escombros.
A operação utiliza sensores de movimento, equipamentos capazes de detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores.
O trabalho ocorre em uma corrida contra o tempo, já que as chances de encontrar sobreviventes diminuem à medida que as horas passam após os desabamentos.
O diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, afirmou que a situação nas áreas atingidas é grave.
“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou.
A fala resume o desafio enfrentado pelas equipes de resgate, que atuam em locais com estruturas comprometidas, falta de serviços essenciais e dificuldade de acesso a determinadas regiões.
No fim da tarde deste sábado, mais uma aeronave brasileira decolou com destino à Venezuela.
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), a carga do terceiro voo inclui purificadores de ar e um módulo complementar para a instalação de um Hospital de Campanha.
A estrutura deve ampliar a capacidade de atendimento às vítimas, especialmente em áreas onde hospitais e unidades de saúde foram afetados pelos terremotos.
Além dos tremores principais, as centenas de réplicas registradas aumentam o risco de novos desabamentos, principalmente em prédios já danificados.
Autoridades locais e equipes internacionais concentram esforços na localização de sobreviventes, retirada de corpos, atendimento aos feridos, distribuição de suprimentos e restabelecimento de serviços essenciais.
A tragédia coloca a Venezuela em situação de emergência humanitária e mobiliza apoio de países vizinhos, incluindo o Brasil.
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