

Primeira Turma do STF marcou julgamento de Eduardo Bolsonaro em ação penal por coação no curso do processo sobre a trama golpista | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
03 de junho de 2026 – O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, marcou para o dia 16 de junho o julgamento da ação penal contra o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), acusado de coação no curso do processo.
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, havia liberado o processo para análise do colegiado. Caberá aos ministros da Primeira Turma decidir se Eduardo Bolsonaro será absolvido ou condenado.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-deputado. Segundo a acusação, Eduardo teria atuado para atrapalhar o andamento do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.
“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, afirmou a PGR.
A pena prevista para o crime de coação no curso do processo é de um a quatro anos de prisão, podendo haver avaliação de eventuais agravantes.
Eduardo Bolsonaro não indicou advogado para representá-lo na ação penal. Por isso, a defesa está a cargo da Defensoria Pública da União (DPU).
A DPU pediu a nulidade do processo, argumentando que o ex-deputado será julgado por autoridade apontada como vítima direta das imputações, em referência ao ministro Alexandre de Moraes.
“No presente caso, o acusado está sendo processado e será julgado pela autoridade apontada como vítima direta da conduta que lhe é imputada na denúncia. Assim, qualquer decisão proferida nestes autos estará irremediavelmente comprometida em sua validade”, afirmou a Defensoria.
Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro teria buscado, junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, a adoção de sanções e tarifas contra o Brasil e contra autoridades do Judiciário como forma de represália ao julgamento da trama golpista.
“Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonar praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”, sustentou a Procuradoria.
O ex-deputado mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e não retornou ao Brasil desde então. No mês passado, ele faltou ao interrogatório no STF, que seria realizado por videoconferência.
A ação também envolve Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo e aliado da família Bolsonaro. De acordo com a PGR, a estratégia de Eduardo e Paulo consistiria em ameaçar ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras contra magistrados e contra o Brasil.
A Procuradoria afirma que os dois teriam explorado conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.
Com as alegações finais apresentadas pelas partes, o processo seguirá para julgamento na Primeira Turma, quando os ministros decidirão o desfecho da ação penal.
Leia também | Mercado imobiliário movimenta R$ 3,42 bilhões no CE
Tags: Portal Terra Da Luz, STF, Supremo Tribunal Federal, Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Primeira Turma do STF, Procuradoria-Geral da República, PGR, Defensoria Pública da União, DPU, coação no curso do processo, trama golpista, tentativa de golpe de Estado, Paulo Figueiredo, Donald Trump, Estados Unidos, sanções internacionais, tarifas, Judiciário, ministros do STF, política nacional, justiça, processo penal, ação penal, condenação, absolvição, Brasília, Brasil, PL, defesa, alegações finais, Supremo, investigação, g1, Márcio Falcão