

Ministro Alexandre de Moraes determina início do cumprimento de penas de envolvidos em trama golpista no Brasil | Foto: Victor Piemonte/STF
25 de abril de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o início do cumprimento das penas impostas aos integrantes do chamado “núcleo 2” da trama golpista investigada pela Corte. A decisão ocorre após o esgotamento das tentativas de questionamento do julgamento, concluído em dezembro do ano passado.
Entre os condenados está o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, sentenciado a 24 anos e seis meses de prisão. Também integram o grupo Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência; o coronel Marcelo Costa Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro; Marília Ferreira, ex-integrante do Ministério da Justiça; e o general Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.
As defesas alegaram ausência de provas e inconsistências na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sustentando que os acusados não tinham atribuições para executar as ações descritas no processo.
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De acordo com a acusação, os envolvidos participaram da elaboração da chamada “minuta do golpe”, além de planejarem ações violentas contra autoridades e utilizarem estruturas do Estado para interferir no processo eleitoral de 2022.
O general Mário Fernandes é apontado como responsável por coordenar as ações mais extremas. Em depoimento, ele admitiu ter elaborado o chamado “Plano Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes.
Já Marília Ferreira teria atuado na produção de relatórios de inteligência para mapear regiões eleitorais, com o objetivo de orientar operações da PRF que dificultassem o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições.
Segundo a investigação, Silvinei Vasques teria coordenado o uso da PRF para realizar abordagens que prejudicaram eleitores considerados desfavoráveis ao então presidente Jair Bolsonaro. Testemunhas afirmam que ele chegou a declarar que era o momento de a corporação “tomar um lado”.
Filipe Martins é acusado de apresentar e ajustar a minuta de decreto que previa medidas excepcionais para manter Bolsonaro no poder, incluindo a possibilidade de prisão de autoridades do Judiciário. Ele também teria participado de reuniões com comandantes das Forças Armadas para discutir o plano.
Marcelo Câmara, por sua vez, é apontado como responsável pelo monitoramento de autoridades públicas e pela coleta de informações sensíveis para viabilizar ações mais radicais do grupo.
Com a decisão do STF, os condenados passam a cumprir as penas estabelecidas. O caso é considerado um dos mais relevantes no enfrentamento a tentativas de ruptura institucional no país e reforça o papel do Judiciário na defesa do processo democrático.
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