

Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é alvo de investigação que apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro | Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
25 de abril de 2026 – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A medida confirma a decisão do ministro André Mendonça, relator do caso, no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
O ex-dirigente foi preso no dia 16 de abril durante a quarta fase da Operação Compliance, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e uma possível negociação de compra da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.
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De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de aproximadamente R$ 146,5 milhões em propina. O valor, segundo a apuração, seria pago por meio da transferência de imóveis.
O julgamento ocorreu no plenário virtual da Segunda Turma e foi concluído nesta sexta-feira (24), com placar de 4 votos a 0 pela manutenção da prisão. Votaram os ministros André Mendonça, Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes.
No mesmo julgamento, a situação do advogado Daniel Monteiro, também investigado, teve decisão parcial. Por maioria de 3 a 1, foi mantida a prisão, mas o ministro Gilmar Mendes divergiu ao defender a substituição por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
O ministro Dias Toffoli, que integra a Segunda Turma, declarou-se suspeito e não participou da votação. A decisão ocorre após seu afastamento da relatoria do caso, motivado por menções ao seu nome em investigações relacionadas ao Banco Master.
A operação segue em andamento e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades.
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Tags: STF, BRB, Paulo Henrique Costa, Operação Compliance, Polícia Federal, corrupção, Banco Master, justiça, investigação, Brasília, propina, Supremo Tribunal Federal, decisão judicial, Portal Terra Da Luz