
Ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro preste depoimento à Polícia Federal em investigação sobre suposta calúnia contra Lula | Foto: reprodução
07 de julho de 2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preste depoimento à Polícia Federal (PF) em investigação que apura suposto crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão foi tomada no âmbito de apuração aberta para investigar uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X, antigo Twitter, em 3 de janeiro de 2026.
Na postagem, Flávio Bolsonaro atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraudes em eleições.
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A oitiva do senador deverá ocorrer no prazo de até 10 dias, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes.
O magistrado acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que a Polícia Federal ouça Flávio Bolsonaro sobre o caso.
A investigação foi aberta em 13 de abril de 2026, após pedido da PF com parecer favorável da PGR.
Ao analisar o caso, a Polícia Federal afirmou ao Supremo que a publicação teria configurado falsa imputação de crime ao presidente Lula.
Na publicação investigada, Flávio Bolsonaro também associou imagens de Lula ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”.
Segundo a Polícia Federal, a postagem indicaria que, no entendimento do senador, Maduro faria uma delação envolvendo Lula.
“Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”, afirmou a PF.
Após concluir o relatório sobre o caso, a Polícia Federal solicitou que o Supremo adotasse as providências consideradas necessárias.
Em seguida, Alexandre de Moraes encaminhou o material para análise da Procuradoria-Geral da República.
A PGR se manifestou a favor da oitiva do senador, entendimento acolhido pelo ministro.
Com a decisão, a PF deverá marcar o depoimento de Flávio Bolsonaro dentro do prazo estabelecido pelo Supremo.
O crime de calúnia ocorre quando alguém atribui falsamente a outra pessoa a prática de um crime.
No caso em análise, a investigação apura se a postagem de Flávio Bolsonaro imputou a Lula crimes sem comprovação.
Entre os delitos mencionados na publicação estão tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes eleitorais.
A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal e manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência da República.
A investigação ocorre em meio ao ambiente político pré-eleitoral e envolve publicação feita nas redes sociais no início do ano.
Até a conclusão do procedimento, o caso segue em fase de apuração. O senador poderá apresentar sua versão dos fatos durante o depoimento à Polícia Federal.
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