

Dirigido por Glauber Filho, Joe Pimentel e Wolney Oliveira, o documentário “Clássico Rei” tem 91 minutos e revisita a história de uma das disputas mais tradicionais do futebol brasileiro: os confrontos entre Ceará Sporting Club e Fortaleza Esporte Clube. | Foto: divulgação
24 de outubro de 2026 – O 36º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema terá cinco produções brasileiras em sessões especiais entre os dias 7 e 13 de novembro, em Fortaleza. Entre os destaques estão os longas-metragens “Clássico Rei”, sobre a histórica rivalidade entre Ceará e Fortaleza, e “Viver é melhor que sonhar”, que retrata uma fase marcante da vida do cantor e compositor cearense Belchior. Os dois filmes terão estreia mundial no festival.
A programação reúne quatro longas-metragens e um curta, com exibições no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. As obras abordam temas como futebol, música, memória, cinema e colonialismo, ampliando a diversidade de assuntos da edição. Todas as atividades do Cine Ceará têm acesso gratuito.
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Dirigido por Glauber Filho, Joe Pimentel e Wolney Oliveira, o documentário “Clássico Rei” tem 91 minutos e revisita a história de uma das disputas mais tradicionais do futebol brasileiro: os confrontos entre Ceará Sporting Club e Fortaleza Esporte Clube.
A produção reúne lembranças, análises e depoimentos de torcedores, atletas, dirigentes e outras personalidades ligadas ao futebol, resgatando momentos marcantes da rivalidade que mobiliza grandes torcidas no Ceará.
O filme será exibido no dia 10 de novembro, na sessão das 19h do Cineteatro São Luiz.

O longa de ficção “Viver é melhor que sonhar”, dirigido por Eduardo Albergaria, será exibido no encerramento do Cine Ceará, em 13 de novembro, às 19h, no Cineteatro São Luiz. Com 105 minutos de duração, o filme tem estreia comercial nos cinemas brasileiros prevista para 3 de dezembro.
A produção aborda uma fase pouco conhecida da trajetória de Belchior (1946–2017), quando o artista se afasta da fama e do patrimônio e desaparece ao lado de Edna, seu grande amor. Os personagens são interpretados por Luiz Carlos Vasconcelos e Isabela Garcia.
Belchior também está no centro do documentário “Alucinação”, dirigido por Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano. Com 74 minutos, o filme é inspirado no álbum homônimo lançado pelo cantor em 1976 e propõe uma reflexão sobre o Brasil daquela década e os caminhos percorridos pelo país desde então.
A obra utiliza uma abordagem audiovisual que combina a execução integral do disco com imagens que ampliam os significados das canções.
A sessão será realizada em 9 de novembro, às 16h, no Cinema do Dragão. O filme já passou pela Première Brasil do Festival do Rio e pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
No dia 11 de novembro, às 16h, o Cinema do Dragão recebe a exibição de “O projeto”, documentário de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic, com 94 minutos de duração.
A produção investiga os efeitos de mais de seis séculos de colonialismo europeu e a permanência dessas estruturas sociais e históricas em diferentes regiões do mundo, tanto no Sul quanto no Norte globais.
O longa já foi exibido no Festival de Cinema de Gramado, abriu o 19º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul e integrou a programação da 50ª Mostra de São Paulo. O lançamento comercial está previsto para 19 de novembro, durante o mês da Consciência Negra.
A abertura do 36º Cine Ceará contará com a exibição de “Sul de Teerã”, curta-metragem documental de oito minutos dirigido por Kleber Mendonça Filho. A produção acompanha o cineasta iraniano Jafar Panahi em Nova York, em 2025, enquanto ele reflete sobre sua carreira e a perseguição sofrida em seu país de origem.
A obra propõe uma reflexão sobre cinema, memória e liberdade a partir das conversas entre Panahi e Kleber Mendonça Filho. O curta será exibido em 7 de novembro, na sessão das 19h do Cineteatro São Luiz. Na mesma noite, Kleber receberá o troféu Eusélio Oliveira, em homenagem à sua contribuição para a cinematografia brasileira.
O 36º Cine Ceará será realizado de 7 a 13 de novembro, com mostras competitivas, exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens e atividades formativas. Todas as atividades têm acesso gratuito.
O festival é realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), pela Associação Cultural Cine Ceará e pela Bucanero Filmes, com apoio institucional, patrocínios e parcerias de instituições públicas e privadas.
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