

Levantamento mostra que o número de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo SUS cresceu mais de 54% na última década. | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
08 de agosto de 2026 – O número de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 54,3% entre 2016 e 2025. Os procedimentos passaram de cerca de 9 mil para 14.213 cirurgias no período, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica.
Os dados incluem cirurgias indicadas para reconstrução das mamas e procedimentos destinados ao tratamento de diferentes alterações em sua estrutura.
Em 2020, no auge da pandemia de covid-19, houve uma queda significativa nas operações. Naquele ano, foram registradas apenas 4.547 cirurgias, aproximadamente metade da média realizada antes da crise sanitária.
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O levantamento aponta que o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias entre 2016 e 2025.
Os estados com maior número de procedimentos foram:
Do total de registros, 74.619 procedimentos (82,3%) correspondem à plástica mamária feminina não estética, indicada por razões médicas.
Essas cirurgias incluem tratamentos para deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas, além da correção de sequelas decorrentes de doenças ou tratamentos.
O estudo também contabilizou 12.600 internações para reconstrução mamária com implante de prótese após mastectomia e outras 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária após mastectomia total.
Segundo a SBCP-RJ, os estados da Região Sudeste responderam por 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos realizados pelo SUS entre 2016 e 2025.
São Paulo concentrou aproximadamente um terço de todas as cirurgias registradas no país. Na sequência aparecem Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Nas demais regiões, o levantamento registrou:
Os dados reforçam a importância da cirurgia plástica reparadora dentro da rede pública de saúde, especialmente para pacientes que necessitam de reconstrução mamária ou correção de alterações que comprometem a qualidade de vida e a saúde.
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