

Nuvens noctilucentes brilham em tons azul-prateados no céu crepuscular e encantam observadores durante o verão no Hemisfério Norte | Foto: Mantas Zilicius via Getty Images
06 de junho de 2026 – Um dos fenômenos mais raros e impressionantes do céu voltou a chamar a atenção de observadores e fotógrafos. A temporada de nuvens noctilucentes começou oficialmente no Hemisfério Norte, com registros recentes de formações azul-prateadas brilhando no céu crepuscular após o pôr do sol e antes do amanhecer.
Um dos primeiros avistamentos da temporada foi registrado pelo fotógrafo John Clement, na cidade de Kennewick, no estado de Washington, nos Estados Unidos, no dia 2 de junho. Ele havia saído para fotografar uma conjunção entre Vênus e Júpiter quando percebeu a presença das nuvens brilhantes no horizonte.
“Conforme o crepúsculo se aprofundava, comecei a notar possíveis objetos noctilucentes se tornando visíveis sobre o Monte Badger, como o chamamos, uma colina popular para caminhadas a cerca de um quilômetro e meio da minha casa”, disse Clement ao Space.com.
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As nuvens noctilucentes são formadas por pequenos cristais de gelo e água acumulados na mesosfera, a cerca de 80 quilômetros de altitude. Essa região fica muito acima das nuvens comuns, em uma área próxima à fronteira do espaço.
Por estarem em altitude extrema, essas nuvens conseguem refletir a luz do Sol mesmo quando ele já está abaixo do horizonte para quem observa da superfície. Por isso, elas aparecem brilhando no céu escurecido, enquanto nuvens mais baixas costumam ficar escuras durante o crepúsculo.
O resultado é um espetáculo visual raro, com formações delicadas e onduladas em tons de azul e prata, visíveis principalmente em noites de céu limpo.
As nuvens noctilucentes são mais comuns entre meados de maio e meados de agosto, com maior número de avistamentos geralmente em julho, durante o verão no Hemisfério Norte.
O fenômeno costuma ocorrer com mais frequência em regiões próximas aos polos, onde a mesosfera é mais fria. Por isso, as melhores chances de observação estão em latitudes entre 45 e 80 graus ao norte do Equador, faixa que inclui partes da América do Norte, Europa e Ásia.
Para tentar observar o fenômeno, especialistas recomendam olhar para o céu a oeste logo após o pôr do sol, quando as estrelas mais brilhantes começam a aparecer. Também é possível procurar as formações antes do amanhecer.
Diferentemente das nuvens comuns, que ficam escuras no céu noturno, as noctilucentes parecem brilhar. Elas têm aparência fina, delicada e luminosa, com tons azulados, prateados ou esbranquiçados.
A observação depende de condições favoráveis, como céu limpo, pouca poluição luminosa e horizonte livre. O fenômeno não é comum em todas as regiões do planeta, mas costuma atrair a atenção de astrônomos amadores, fotógrafos e apaixonados por fenômenos celestes.
Com o início da temporada, novos registros devem surgir nas próximas semanas, especialmente em áreas do Hemisfério Norte com boas condições de visibilidade.
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