

Economista-chefe da XP, Caio Megale afirma que os próximos cortes na Selic dependerão da evolução da inflação e da atividade econômica. | Foto: divulgação
07 de agosto de 2026 – O economista-chefe da XP, Caio Megale, avaliou que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, veio em linha com a expectativa do mercado. Segundo ele, o comunicado divulgado pelo Banco Central apresentou tom neutro e deixou em aberto os próximos passos da política monetária, que deverão depender da evolução dos indicadores econômicos.
A XP manteve sua projeção para a taxa básica de juros em 14% ao fim de 2026 e 11,5% em 2027.
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Na avaliação da XP, um dos principais pontos do comunicado foi a atualização do diagnóstico sobre o cenário econômico brasileiro.
Enquanto, na reunião anterior, o Copom apontava aceleração da atividade econômica e da inflação subjacente, agora o colegiado passou a destacar uma moderação gradual da atividade econômica e uma desaceleração da inflação subjacente para um patamar ligeiramente abaixo do limite superior da meta.
Para Caio Megale, a mudança demonstra que os dados mais recentes vieram mais favoráveis, mas também reforça que indicadores de curto prazo são naturalmente voláteis.
“Isso mostra não apenas que os indicadores recentes foram melhores, mas também nos lembra que os indicadores de alta frequência são voláteis — portanto, devemos relativizar as ‘verdades’ de curto prazo”, afirmou.
Segundo a análise da XP, o Copom reforçou que seguirá monitorando a evolução das expectativas de inflação, especialmente para os prazos mais longos, e destacou que o atual cenário exige serenidade, cautela e manutenção de uma política monetária suficientemente restritiva para assegurar a convergência da inflação à meta.
Na visão da instituição financeira, a autoridade monetária tende a adotar uma postura baseada na divulgação dos próximos indicadores econômicos.
A XP avalia que fatores como choques globais de oferta — envolvendo energia, inteligência artificial e efeitos climáticos do El Niño —, além do cenário doméstico marcado por estímulos fiscais e expectativas de inflação ainda elevadas, justificam uma postura mais conservadora do Banco Central.
Por outro lado, a instituição reconhece que há sinais de desaceleração mais rápida da economia e da inflação. Caso essa tendência seja confirmada pelos próximos indicadores, o Copom poderá retomar gradualmente o ciclo de cortes da Selic.
“Por ora, mantemos nossa projeção para a Selic em 14,00% neste ano e 11,50% em 2027”, afirmou Caio Megale.
Segundo o economista, diante da elevada volatilidade dos cenários internacional e doméstico, a XP pretende aguardar novos dados antes de revisar suas projeções para a taxa básica de juros.
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Tags: Copom, Banco Central, Selic, taxa Selic, juros, economia brasileira, inflação, IPCA, Caio Megale, XP Investimentos, XP, política monetária, mercado financeiro, atividade econômica, Banco Central do Brasil, economia, investimentos, Portal Terra da Luz