

O escritório Barci de Moraes confirmou a contratação de serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e afirmou que Alexandre de Moraes acompanhou a esposa, Viviane Barci de Moraes, em determinadas viagens. | Foto: Ricardo Stuckert/PR
21 de setembro de 2026 – O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve em voos realizados em aeronaves operadas pela Prime Aviation, empresa que, segundo o jornal O Globo, está ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O escritório tem como sócia Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Em nota enviada à CNN, o escritório afirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas e que a Prime Aviation está entre as empresas utilizadas. Segundo a banca, em nenhum dos voos realizados em aeronaves da companhia com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer pessoa que não fizesse parte do grupo.
O escritório também informou que, em determinadas viagens, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada pelo marido, Alexandre de Moraes.
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A confirmação ocorre meses depois de o gabinete de Moraes ter negado, em março, que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master.
Na ocasião, o posicionamento foi divulgado após reportagem da Folha de S.Paulo afirmar que Moraes havia realizado ao menos oito voos em aeronaves relacionadas a Vorcaro.
Em nota publicada naquele período, o gabinete do ministro afirmou que as “ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas” e declarou que Moraes “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.
Neste domingo (20), O Globo divulgou um vídeo que mostra Moraes e Viviane desembarcando no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após uma viagem de jatinho. Segundo a publicação, o registro foi feito em 22 de agosto de 2025.
A aeronave utilizada no voo era um Legacy 650, de matrícula PP-NLR. De acordo com O Globo, o avião pertencia a uma empresa ligada a Vorcaro.
Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que a contratação dos serviços de táxi aéreo “segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos”.
A banca também declarou que a escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas.
O voo ocorreu após negociações envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes e empresas ligadas a Vorcaro. Segundo informações atribuídas à Polícia Federal (PF), teria sido firmado um contrato de R$ 50 milhões entre o escritório e a Viking Participações, empresa representada por Vorcaro.
O escritório, no entanto, nega a existência desse segundo contrato.
Segundo a PF, o acordo teria sido assinado em 12 de maio de 2025 e previa três anos de prestação de serviços. Em 19 de maio, ainda conforme as informações citadas no texto, a Viking e o escritório teriam firmado um acordo para estabelecer a forma de pagamento dos R$ 50 milhões.
Desse montante, R$ 40 milhões em honorários seriam pagos por meio de participações em duas empresas relacionadas à operação de aeronaves.
O suposto contrato com a Viking teria ocorrido depois de outro acordo firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.
Assinado em janeiro de 2024, o primeiro contrato previa 36 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 131 milhões caso fosse cumprido integralmente. Após os impostos, o valor líquido seria de R$ 108 milhões.
Em manifestação por escrito apresentada ao STF na terça-feira (15), Alexandre de Moraes negou a existência de um segundo contrato entre o escritório de sua família e empresas ligadas a Daniel Vorcaro.
“INEXISTIU SEGUNDO CONTRATO OU QUALQUER OUTRO VÍNCULO do escritório Barci de Moraes com o Banco Master, Daniel Vorcaro ou qualquer das empresas ligadas a eles”, afirmou o ministro.
O escritório também negou possuir contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation e afirmou que não realizou aquisição de cotas da empresa.
“O escritório Barci de Moraes informa que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation, cujos serviços foram utilizados em determinadas ocasiões.
Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório. Em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation.
O escritório Barci de Moraes reitera que não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation, tampouco realizou qualquer aquisição de cotas da empresa.”
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Tags: Alexandre de Moraes, STF, Supremo Tribunal Federal, Daniel Vorcaro, Banco Master, Barci de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Prime Aviation, Polícia Federal, PF, Judiciário, Justiça, Brasília, política brasileira, Poder Judiciário, aeronaves, táxi aéreo, aviação executiva, contratos, investigação, Portal Terra da Luz