

Inclusão vai além das rampas e envolve autonomia, acessibilidade e participação das pessoas com deficiência em casa, nos espaços sociais e no mercado de trabalho, destaca o Crefito-6. | Foto: reprodução
21 de setembro de 2026 – O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é celebrado nesta segunda-feira (21) como uma data de conscientização e reafirmação de direitos. Para o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6), a inclusão precisa ir além da eliminação de barreiras arquitetônicas e alcançar os diferentes espaços de convivência, como o ambiente doméstico, os locais de lazer e o mercado de trabalho.
Segundo o Crefito-6, a conquista da autonomia por pessoas com deficiência física, motora ou neurodivergências envolve a atuação integrada da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional. As áreas contribuem para a reabilitação, o desenvolvimento de tecnologias assistivas e a adaptação de ambientes e atividades para ampliar a participação social.
Por meio da Fisioterapia Neurofuncional, por exemplo, são trabalhados aspectos como fortalecimento, equilíbrio, marcha e manejo de cadeira de rodas. Já a Terapia Ocupacional pode atuar na adaptação de espaços, ferramentas e atividades cotidianas, além da análise das condições de trabalho.
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No ambiente doméstico, a Terapia Ocupacional pode contribuir para a adaptação de espaços residenciais e para a prescrição de utensílios destinados à alimentação, higiene e vestuário.
O objetivo é favorecer a realização das Atividades de Vida Diária (AVDs) com maior independência e segurança, considerando as necessidades específicas de cada pessoa.
Para o presidente do Crefito-6, Dr. Jacques Esmeraldo, a inclusão deve estar presente nas atividades mais comuns da rotina.
“A inclusão não acontece apenas na calçada ou na porta de entrada dos prédios; ela precisa acontecer no momento de escovar os dentes em casa, no direito de frequentar um cinema com a família e na oportunidade de ter uma carreira profissional produtiva. Quando a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional adaptam uma ferramenta, prescrevem uma órtese ou adequam um posto de trabalho, não estamos apenas facilitando tarefas cotidianas: estamos devolvendo cidadania e pertencimento”, ressalta.
No ambiente social, a atuação da Fisioterapia Neurofuncional pode envolver o treinamento de marcha, equilíbrio, fortalecimento e manejo de cadeira de rodas. O trabalho também pode estar associado ao uso de tecnologias assistivas, como próteses, órteses e dispositivos de mobilidade.
De acordo com o Crefito-6, essas estratégias contribuem para ampliar a participação das pessoas com deficiência em espaços culturais, esportivos e de convivência comunitária.
A acessibilidade, nesse contexto, envolve não apenas a entrada em determinado espaço, mas também as condições para que a pessoa consiga permanecer, circular e participar das atividades com autonomia e segurança.
No mercado de trabalho, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem atuar na análise das condições ergonômicas dos postos funcionais e na identificação de adaptações necessárias.
A adequação de mesas, sistemas computacionais, ferramentas e rotinas pode permitir que trabalhadores com deficiência desempenhem suas funções de acordo com suas necessidades e condições funcionais.
Para o Crefito-6, a inclusão profissional deve considerar as condições necessárias para que a pessoa exerça suas atividades em igualdade de oportunidades, com autonomia e participação.
O conselho destaca ainda que a acessibilidade e a reabilitação especializada devem ser compreendidas como direitos e como parte da construção de ambientes mais inclusivos, seguros e funcionais.
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região é uma autarquia federal responsável pela normatização, fiscalização e valorização do exercício profissional no Ceará.
A entidade atua na fiscalização das profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e na defesa de uma assistência à população baseada em princípios éticos, segurança e conhecimento científico.
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