

Caminhos da Serra do Mar percorre cerca de 300 km entre montanhas, cachoeiras, áreas de Mata Atlântica e trechos históricos no Rio de Janeiro | Foto: Divulgação/Rede Trilhas
07 de agosto de 2026 – Quem decide se aventurar pelas montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, encontra uma das grandes rotas de caminhada de longo curso do Brasil: os Caminhos da Serra do Mar.
Com cerca de 300 km de extensão, o percurso é exclusivo para caminhada e liga o distrito de Suruí, em Magé, a Nova Friburgo, cruzando paisagens naturais, áreas protegidas e trechos históricos.
A identidade visual da trilha é marcada pela tradicional pegada de bota das rotas brasileiras de longo curso, acompanhada por raios de sol se pondo atrás do pico Dedo de Deus, um dos símbolos da Serra dos Órgãos.
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Ao longo do percurso, o caminhante atravessa diferentes ecossistemas da Mata Atlântica, incluindo matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras.
A rota passa por municípios como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo.
Entre os atrativos está a Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude, considerada um marco do montanhismo nacional.
Os Caminhos da Serra do Mar passam por unidades de conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense.
O trajeto integra áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos, as áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, Reservas Particulares do Patrimônio Natural, vilarejos e propriedades privadas.
A rota combina preservação ambiental, turismo de natureza, história e desenvolvimento local.
A versatilidade é um dos pontos fortes dos Caminhos da Serra do Mar.
A trilha pode ser percorrida de forma contínua ou dividida em seções independentes, permitindo desde passeios curtos de um dia até expedições de vários dias.
O primeiro núcleo da rota reúne itinerários como o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a Trilha Uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.
Também conhecido como Atalho do Proença, o Caminho do Ouro tem cerca de 6 km e liga a Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis.
Aberto em 1723 para transportar o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, o trecho oferece um mergulho na história colonial brasileira.
Durante a caminhada, é possível observar o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.
Com aproximadamente 12 km, a Travessia Cobiçado–Ventania é percorrida em grande parte sobre cristas de montanhas.
O caminho passa por cumes conhecidos, como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania, que chega a cerca de 1.740 metros de altitude.
O percurso oferece vistas panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e de Petrópolis.
A Trilha Uricanal tem cerca de 6 km e faz a ligação entre os bairros do Caxambu e do Bonfim.
O trajeto acompanha o leito do rio e conta com poços e pequenas cachoeiras adequados para banho e descanso.
A rota também oferece a possibilidade de visita a um bosque de pinheiros centenários.
Com 2.216 metros de altitude, o Morro do Açu é acessado pela sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Vale do Bonfim.
O percurso passa pela Cachoeira Véu de Noiva, com cerca de 30 metros de queda, procurada para práticas como rapel e cachoeirismo.
A trilha leva ainda às formações rochosas conhecidas como Castelos do Açu, muito procuradas para pernoite e contemplação do nascer do sol.
A Travessia Petrópolis–Teresópolis conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um trajeto de 9 km pela parte alta da Serra dos Órgãos.
O visitante percorre seis vales e campos de altitude com plantas endêmicas e vistas para até sete municípios fluminenses.
O ponto alto é a Pedra do Sino, a 2.275 metros de altitude.
A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, ocorre por 11,5 km de trilha, passando pela Cachoeira do Papel e se conectando ao trecho inicial da rota.
A rota pode ser acessada por diferentes municípios, como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo.
Entre as principais atividades disponíveis estão observação de fauna e flora, observação de aves, contemplação em mirantes, banhos de cachoeira, poços naturais, visitas a grutas e museus históricos.
A experiência combina ecoturismo, aventura, história, educação ambiental e valorização da Mata Atlântica.
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 unidades de conservação.
Juntas, essas rotas somam mais de 25 mil km planejados.
Cada trilha é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com símbolos próprios do trajeto.
Embora a caminhada seja a atividade mais comum, as trilhas de longo curso também podem incluir cicloturismo, canoagem, montanhismo, corrida, campismo, observação de aves, fauna, flora e formações geológicas.
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