

Balogun em atuação no jogo Estados Unidos x Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo | Foto: Albert Gea/Reuters
07 de julho de 2026 – O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, negou ter usado a polêmica envolvendo o atacante Balogun, dos Estados Unidos, como motivação para seus jogadores antes da vitória por 4 a 1 sobre os norte-americanos, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Em entrevista coletiva após a partida, disputada em Seattle, o treinador francês afirmou que a preparação belga esteve concentrada no plano de jogo e não no noticiário envolvendo a anulação da expulsão do atacante americano.
“Não, não era necessário. Independentemente da escalação inicial dos Estados Unidos, o que realmente importava para nós era o nosso plano de jogo. Queríamos ser protagonistas. A equipe dos EUA é dinâmica, com muita energia, e quero parabenizá-la. Eles fizeram uma ótima Copa do Mundo, independentemente deste último jogo. Voltando ao futebol dos EUA, a seleção mostrou uma ótima cara para o mundo quando se trata da fase de grupos e da segunda fase. O técnico deles (Mauricio Pochettino) é ótimo, então não estou surpreso com o desempenho que eles entregaram durante este torneio. Queríamos ser protagonistas, evitar a pressão e jogar mais à frente”, disse Rudi Garcia.
“Jogamos com maestria, com vontade e dedicação”, completou o técnico da Bélgica.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Apesar da goleada, Rudi Garcia fez questão de valorizar a campanha dos Estados Unidos no Mundial.
Para o treinador, a seleção americana mostrou intensidade, qualidade coletiva e evolução ao longo da competição, mesmo com a eliminação nas oitavas de final.
O comandante belga também citou o trabalho de Mauricio Pochettino e destacou que a Bélgica entrou em campo com o objetivo de impor seu estilo, controlar o jogo e evitar que os Estados Unidos pressionassem em campo ofensivo.
Um dos principais nomes dos Estados Unidos, Balogun recebeu atenção especial da defesa belga.
Garcia montou uma estratégia para limitar a atuação do atacante, que foi acompanhado de perto por Nyong durante quase toda a partida.
O plano funcionou. Balogun teve pouco espaço, foi neutralizado em boa parte do jogo e não conseguiu repetir atuações de destaque que haviam marcado sua participação na Copa.
Mesmo assim, Rudi Garcia fez questão de defender o jogador após a partida.
O treinador revelou que Balogun o procurou no estádio, em Seattle, para conversar depois do jogo.
“Ele veio falar comigo, gostei muito disso. Não é culpa dele. Ele não é o culpado, e foi isso que eu disse a ele. Eu realmente aprecio a intenção dele de ter vindo me ver, admiro este jogador”, afirmou Rudi Garcia.
Balogun havia sido expulso contra a Bósnia e Herzegovina na fase anterior e, em tese, teria que cumprir suspensão diante da Bélgica.
No entanto, o cartão vermelho foi suspenso após revisão do caso, o que gerou forte repercussão antes do confronto pelas oitavas.
A polêmica ganhou destaque no noticiário internacional por envolver uma revisão disciplinar que contou com repercussão política.
Segundo o relato original, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria ligado para Gianni Infantino, presidente da Fifa, pedindo revisão do cartão vermelho aplicado a Balogun.
Infantino negou interferência na decisão do Comitê Disciplinar da Fifa.
Reportagem do jornal The New York Times apontou que Trump mencionou alegações de manipulação de resultados envolvendo o árbitro brasileiro Raphael Claus. As acusações nunca foram comprovadas, e não houve apresentação de evidências.
O chefe de arbitragem da Fifa saiu em defesa de Claus, que segue trabalhando na Copa do Mundo.
Garcia afirmou que conversou com o elenco sobre o ambiente em torno do caso, mas reforçou que a maturidade do grupo foi essencial para manter o foco.
“Nós contamos a eles o que estava acontecendo (no caso Balogun). O grupo é muito maduro. Temos líderes para nos ajudar a passar por isso. Eu disse a eles que o que mais importava éramos nós. Nossa equipe está tentando estabelecer os princípios de jogo, seja no ataque ou na defesa. Também estamos destacando os pontos fortes e fracos do adversário, mas não estamos analisando nada além disso”, disse o técnico.
O treinador também destacou que a Bélgica não pretende mudar sua identidade de jogo apenas por causa das características do adversário.
“Não estamos nos adaptando ao adversário, esse não é o meu estilo como técnico. Não vamos jogar de forma defensiva só porque o outro time é muito bom no ataque. Estamos buscando dificultar o jogo para o adversário. Esta é uma vitória de grupo hoje, e é isso que eu gosto nesta equipe. É por isso que estou feliz por ir às quartas de final com eles, mas queremos ir mais longe”, completou Garcia.
Apesar da classificação, a Bélgica deixou o gramado com uma preocupação importante.
O meio-campista Amadou Onana sofreu uma lesão que, segundo Rudi Garcia, pode ser séria.
“Eu não tinha dúvida de que a zaga com Ngoy e Mechele poderia contê-lo. Em um jogo como esse, todo mundo precisa elevar o nível do jogo. De Thibaut (Courtois) ao Romelu (Lukaku), do goleiro ao atacante. O único ponto negativo é a lesão do Amadou (Onana). No segundo tempo, queríamos terminar o que ele começou com a gente. Acreditamos que é uma lesão séria. Estamos esperando alguns resultados médicos antes de dizer mais nada, mas acreditamos que é séria. Não é uma boa notícia para ele como indivíduo e para nós, como equipe, na continuação desta Copa do Mundo”, afirmou o treinador.
A Bélgica agora aguarda a evolução médica do jogador para saber se poderá contar com ele na sequência do torneio.
Com a goleada por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, a Bélgica avança às quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
A seleção chega embalada por uma atuação dominante, marcada por organização defensiva, intensidade e eficiência ofensiva.
Para Rudi Garcia, a vitória reforça a força coletiva do grupo e aumenta a confiança para seguir sonhando alto no Mundial.
Leia também | Confira os jogos das oitavas da Copa nesta terça
Tags: Copa do Mundo 2026, Bélgica, Estados Unidos, Bélgica x Estados Unidos, Rudi Garcia, Balogun, Folarin Balogun, Mauricio Pochettino, Amadou Onana, Romelu Lukaku, Thibaut Courtois, Ngoy, Mechele, Nyong, Gianni Infantino, Donald Trump, Raphael Claus, Fifa, Comitê Disciplinar da Fifa, oitavas de final, quartas de final, mata-mata da Copa, Seattle, futebol internacional, seleção belga, seleção americana, Portal Terra Da Luz