

Mais de 830 mil celulares foram roubados ou furtados no Brasil em 2025; furtos já representam a maioria das ocorrências. | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
06 de agosto de 2026 – O Brasil registrou 830.890 ocorrências de roubos e furtos de celulares em 2025, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa uma redução de 9% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 909.753 subtrações de aparelhos.
Apesar da queda no total de casos, o levantamento mostra comportamentos distintos entre as modalidades de crime. Os roubos recuaram 18,6%, passando de 377.787 para 308.723 registros. Já os furtos cresceram 0,9%, saltando de 477.326 para 483.561 ocorrências.
Na prática, os furtos — quando o aparelho é levado sem que a vítima perceba imediatamente — já representam 61% dos casos registrados no país, especialmente em locais de grande circulação de pessoas e no transporte público. A média foi de aproximadamente 1.325 furtos por dia ao longo de 2025.
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Mais do que um meio de comunicação, o celular concentra aplicativos bancários, documentos digitais, chaves Pix, contatos pessoais e profissionais, além de diversas informações sensíveis.
Segundo a pesquisa Expansão de Seguros Inclusivos em Comunidades Periféricas, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em parceria com o Instituto Locomotiva, 60% dos entrevistados afirmaram já ter tido o celular roubado ou furtado, ou conviver com alguém que passou pela situação sem conseguir comprar outro aparelho imediatamente.
O estudo também revela que 53% das famílias brasileiras não conseguem cobrir todas as despesas básicas do mês, enquanto apenas 11% encerram o período com alguma sobra financeira. Nesse contexto, substituir um celular pode comprometer significativamente o orçamento doméstico.
Além da perda material, quem utiliza o aparelho para trabalhar pode enfrentar interrupção das atividades, redução da renda e dificuldades para acessar serviços digitais.
O equipamento também desperta o interesse de criminosos pelos dados armazenados. Aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos e redes sociais podem ser utilizados para transferências indevidas, empréstimos fraudulentos e golpes contra familiares e contatos da vítima.
Pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, em março de 2026, apontou que 78,8% dos brasileiros têm medo de ter o celular roubado ou furtado, enquanto 83,2% demonstram receio de sofrer golpes financeiros por telefone ou internet.
Após a perda do aparelho, especialistas orientam o bloqueio imediato do dispositivo, da linha telefônica, das contas bancárias e dos acessos vinculados ao celular para reduzir os riscos de fraudes.
Para o presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Sidemar Sprincigo, a proteção financeira tornou-se uma alternativa importante diante do aumento dos crimes.
“Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção: o primeiro pode amparar a reposição do aparelho; o segundo, prejuízos decorrentes do uso fraudulento de aplicativos bancários ou de transferências sob coação, sempre nas situações previstas na apólice”, afirma.
Segundo a FenSeg, o seguro para celulares pode incluir cobertura para roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme o contrato. Já o chamado seguro Pix pode contemplar perdas decorrentes de transferências realizadas sob ameaça, roubo, sequestro ou outras modalidades de fraude previstas na apólice.
Antes da contratação, a orientação é comparar coberturas, franquias, critérios de indenização, exclusões, tempo de uso do aparelho e a necessidade do equipamento para trabalho ou estudo.
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