

Ucrânia lançou centenas de drones contra regiões da Rússia, incluindo Moscou, em uma das maiores ofensivas aéreas desde o início do ano | Foto: reprodução/Reuters
16 de agosto de 2026 – A Rússia afirmou ter derrubado mais de 800 drones ucranianos durante a noite, em um ataque considerado um dos maiores lançados pela Ucrânia contra o território russo desde o início do ano.
Autoridades russas relataram pelo menos seis mortes em diferentes regiões do país.
A ofensiva ocorre em meio à intensificação dos ataques ucranianos com grandes grupos de drones contra alvos no interior da Rússia, incluindo armazéns, instalações industriais e refinarias.
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Segundo a agência estatal russa TASS, muitos dos drones tiveram como alvo a região de Moscou, onde vivem algumas das pessoas mais ricas e influentes da Rússia.
Forças de defesa aérea e unidades de guerra eletrônica derrubaram ou neutralizaram 187 drones sobre a região, de acordo com o governador local, Andrey Vorobiev.
Imagens geolocalizadas mostraram um grande incêndio em um armazém da Wildberries, empresa considerada equivalente russa da Amazon.
Vorobiev afirmou que ninguém ficou ferido no local.
Os armazéns da Wildberries têm sido alvos repetidos de drones ucranianos nos últimos meses.
A empresa anunciou recentemente que pretende construir novas instalações de armazenamento no vizinho Cazaquistão.
Ainda na região de Moscou, um homem de 83 anos morreu em um ataque de drone neste domingo, segundo o governador Andrey Vorobiev.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, drones foram interceptados sobre 17 regiões, principalmente no sul e no oeste da Rússia.
Em Rostov, no sul do país, cinco pessoas morreram, segundo o governador regional.
Os ataques mostram a ampliação da capacidade ucraniana de atingir áreas cada vez mais distantes da linha de frente.
Enquanto isso, a Rússia continua atacando a capital ucraniana, Kiev, com uma combinação de mísseis e drones.
Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, seis pessoas ficaram feridas em ataques ocorridos no início deste domingo.
As cidades de Kremenchuk e Kryvyi Rih, no centro do país, também foram atingidas por mísseis balísticos.
Zelensky afirmou que duas pessoas morreram em Kryvyi Rih e outra em Sumy, no norte da Ucrânia.
A Ucrânia não conseguiu derrubar nenhum dos mísseis balísticos disparados contra o país durante a noite, segundo comunicado da Força Aérea ucraniana.
O dado volta a evidenciar a escassez de mísseis interceptadores no sistema de defesa do país.
De acordo com Zelensky, a Rússia lançou mais de 1.550 drones de ataque, quase 1.560 bombas aéreas guiadas e 62 mísseis contra a Ucrânia na última semana.
“Os interceptadores europeus não podem simplesmente ficar armazenados. Vidas precisam ser protegidas. A Rússia precisa ser detida”, afirmou Volodymyr Zelensky.
Em outro episódio, um drone não identificado foi abatido neste domingo no espaço aéreo da Romênia, segundo o Ministério da Defesa em Bucareste.
O equipamento foi interceptado por um piloto de um caça F-18 espanhol durante uma missão de policiamento aéreo da Otan.
Foi o quarto drone abatido neste ano sobre território romeno, informou o Ministério da Defesa.
As autoridades romenas informaram que radares detectaram o drone entrando no país a partir da vizinha Moldávia.
Fragmentos aparentemente caíram em uma área desabitada entre duas aldeias.
Em julho, pilotos de caças F-16 romenos derrubaram três drones russos que haviam violado o espaço aéreo nacional pela primeira vez.
O episódio ocorreu após dezenas de incursões semelhantes registradas ao longo dos mais de quatro anos de invasão da Ucrânia pela Rússia.
O novo ataque com drones amplia a tensão entre Rússia e Ucrânia e reforça a dimensão tecnológica da guerra.
A Ucrânia tem usado drones para atingir estruturas logísticas, industriais e energéticas em território russo.
A Rússia, por sua vez, mantém bombardeios frequentes contra cidades ucranianas, combinando mísseis, drones e bombas guiadas.
O conflito segue provocando mortes, destruição e pressão crescente sobre os sistemas de defesa aérea dos países envolvidos.
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