

Candidatos à Presidência da República deram início às campanhas eleitorais em diferentes regiões do país, priorizando seus principais redutos políticos. | Foto: Paulo Pinto e Fernando Frazão/ Agência Brasil
17 de agosto de 2026 – Os candidatos à Presidência da República deram início neste domingo (16) às campanhas eleitorais nas ruas, conforme autorizado pelo calendário da Justiça Eleitoral. Os atos públicos, comícios e demais atividades presenciais poderão ocorrer até o dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições. De acordo com a legislação eleitoral, os comícios estão permitidos entre 8h e meia-noite até 1º de outubro.
Cada presidenciável escolheu um reduto político para marcar o início da corrida ao Palácio do Planalto, reunindo apoiadores e apresentando as principais diretrizes de suas campanhas.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu oficialmente sua campanha em São Bernardo do Campo (SP), no Estádio da Vila Euclides, local historicamente ligado à sua trajetória sindical e política.
Durante o discurso, Lula convocou a militância para intensificar a campanha.
“A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro. Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que os outros fizeram”, afirmou o presidente.
O candidato também destacou temas como soberania nacional, políticas sociais, segurança pública e combate ao crime organizado, além de criticar adversários políticos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, acompanhado do candidato a vice Alfredo Gaspar, familiares e apoiadores. O evento reforçou a ligação do candidato com o eleitorado bolsonarista.
Durante o discurso, Flávio fez referência ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sei que pareço com ele [Jair, pela semelhança física]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, declarou.
Entre as propostas apresentadas estão o endurecimento das políticas de segurança pública, redução da maioridade penal, combate às organizações criminosas, revisão dos gastos públicos e medidas para conter a inflação.
Ronaldo Caiado (PSD) escolheu Goiás, estado que governou até março deste ano, para iniciar sua campanha. O candidato percorreu municípios do Entorno do Distrito Federal e reafirmou seu posicionamento como oposição ao governo federal.
Ao comentar o cenário eleitoral, Caiado declarou:
“Não adianta lançar um candidato [de oposição] que, ao chegar lá, vai ter que ficar explicando seus problemas. Este não ganha a eleição”, afirmou.
Romeu Zema (Novo) começou sua campanha em Montes Claros (MG), onde participou de uma missa e encontros com apoiadores.
“O que eu fiz aqui [em Montes Claros] eu vou fazer no Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção e com gente competente”, afirmou Zema.
Renan Santos (Missão) lançou sua candidatura no Largo São Francisco, em São Paulo.
“Nós estamos aqui para colocar o nosso nome na história como a geração que alterou o destino de uma das maiores nações do mundo”, declarou.
Augusto Cury (Avante) iniciou sua campanha em Santa Luzia (MG), defendendo um governo voltado ao diálogo.
“Nós não estamos em dois barcos, direita e esquerda, esquerda e direita. Estamos num barco só chamado família brasileira. Quem dirige esse barco tem de dirigir com responsabilidade”, disse o candidato.
Já Hertz Dias (PSTU) caminhou pela Avenida Paulista e por São José dos Campos, defendendo a reestatização de empresas estratégicas.
“O Brasil produz riquezas imensas. O problema é que essa riqueza está nas mãos de uma minoria de banqueiros, [empresas] multinacionais e grandes empresários”, afirmou.
Também iniciaram atividades Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB), enquanto outros candidatos não divulgaram agenda para o primeiro dia oficial de campanha.
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