

Ministério Público Eleitoral apresentou novo parecer sobre convenção da Federação União Progressista no Ceará | Foto: reprodução
03 de agosto de 2026 – O Ministério Público Eleitoral (MPE) voltou a se manifestar no processo que discute a convenção da Federação União Progressista no Ceará e apresentou parecer favorável à manutenção da deliberação que definiu a chapa majoritária formada por Ciro Gomes, Roberto Cláudio e Capitão Wagner.
Nesta segunda-feira (3), o órgão também opinou pela extinção da ação por inadequação da via escolhida pelos autores.
O parecer reforça a validade da convenção e sustenta a improcedência dos pedidos para anular a chapa majoritária definida pela federação.
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Outro ponto destacado pelo Ministério Público Eleitoral é o entendimento de que não há motivo para incluir a Federação Brasil da Esperança, liderada pelo PT, e seus candidatos no processo.
Segundo o MPE, uma eventual decisão judicial não teria poder para obrigar a federação ligada ao PT a aceitar qualquer composição política.
Por essa razão, a participação da Federação Brasil da Esperança na ação é considerada desnecessária pelo órgão.
No parecer, o Ministério Público Eleitoral defende a manutenção da decisão tomada pela Federação União Progressista quanto à coligação “Unir para Mudar”.
A manifestação também sustenta a validade das candidaturas de Ciro Gomes ao Governo do Estado, Roberto Cláudio a vice-governador e Capitão Wagner ao Senado.
A posição do MPE representa novo capítulo na disputa jurídica envolvendo a convenção partidária e a formação da chapa majoritária no Ceará.
Para o presidente da Federação União Progressista no Ceará, Capitão Wagner, o novo parecer reforça que a condução do processo respeitou a legislação e o estatuto da própria federação.
“Mais uma vez o Ministério Público Eleitoral se posiciona nessa disputa pela Federação União Progressista e, mais uma vez, dá razão à direção da Federação, validando a nossa convenção. Isso mostra que agimos conforme a Lei Nacional das Federações e o estatuto da própria Federação. Agora aguardamos, com tranquilidade, que o Tribunal acompanhe o entendimento do Ministério Público Eleitoral. Esperamos um julgamento isento, técnico e justo, independentemente de qualquer pressão política”, afirmou Capitão Wagner.
Com a nova manifestação do Ministério Público Eleitoral, caberá ao Tribunal analisar os argumentos apresentados no processo.
O parecer não encerra a ação, mas orienta o julgamento ao defender a extinção do processo pela inadequação da via escolhida e, no mérito, a improcedência dos pedidos contra a convenção.
A Federação União Progressista aguarda a decisão judicial sobre a validade da deliberação que formalizou a coligação e a chapa majoritária para a disputa estadual.
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