
Defesa de Daniel Vorcaro apresentou nova proposta de delação premiada à Polícia Federal e à PGR | Fotomontagem feita por IA
04 de junho de 2026 – A defesa de Daniel Vorcaro apresentou à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma nova versão da proposta de delação premiada. Segundo apuração do analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, a PF avalia que o novo documento é “mais completo” do que a versão anterior, rejeitada formalmente cerca de duas semanas antes.
Delegados que integram a equipe de investigação informaram que a nova proposta, apresentada pelo advogado Sérgio Leonardo, da defesa de Vorcaro, reúne mais nomes, informações, datas e anexos complementares.
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A primeira versão da delação havia sido criticada pela Polícia Federal sob o argumento de que Vorcaro teria omitido nomes e protegido determinadas pessoas.
Segundo os investigadores, parte dessas informações já havia sido identificada pela própria PF a partir da análise e perícia de um dos oito celulares apreendidos com o investigado.
A nova proposta foi apresentada nesta semana e ainda recebeu um adendo elaborado pela defesa, com informações adicionais. De acordo com integrantes da Polícia Federal ouvidos pela CNN, a corporação vê o novo material “com bons olhos” e entende que há pontos relevantes a avançar no inquérito.
Entre os elementos citados, o conteúdo inclui referências a políticos.
A partir de agora, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República vão analisar o conteúdo apresentado para verificar se há elementos novos suficientes para aprovar ou rejeitar novamente a colaboração premiada.
Segundo Elijonas Maia, o documento ainda é apenas uma proposta. Caso a PF reconheça a existência de novas informações relevantes, uma nova fase será aberta, com depoimentos e checagem dos fatos apresentados por Daniel Vorcaro.
Somente após essa etapa o processo deverá ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro André Mendonça atua como relator do caso. Caberá ao Supremo decidir sobre eventual homologação da delação premiada.
A nova proposta é considerada um fato relevante na investigação que apura o que a Polícia Federal aponta como um megaesquema de fraudes envolvendo o Banco Master.
Segundo a apuração, os valores investigados podem chegar a uma faixa entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões.
A colaboração premiada, caso avance, poderá ampliar a apuração sobre a atuação de agentes públicos, políticos, empresários e demais pessoas citadas nos documentos apresentados pela defesa.
Daniel Vorcaro permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele está em uma sala especial adaptada como cela, com ar-condicionado, cama, banheiro privativo, armário, frigobar e janela com vista para o jardim da instituição.
A estrutura foi determinada pelo ministro André Mendonça após pedido da defesa, que alegou a necessidade de um espaço adequado para que Vorcaro tivesse acesso ao advogado e pudesse reunir informações para elaborar uma nova proposta de delação.
A expectativa agora é sobre a avaliação da PF e da PGR e os próximos encaminhamentos no Supremo Tribunal Federal.
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