

Conflito entre Estados Unidos e Irã amplia tensão no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. | Foto: Stringer / Reuters
20 de julho de 2026 – O confronto entre Estados Unidos e Irã entrou no nono dia consecutivo de ataques nesta segunda-feira (20), ampliando as tensões no Oriente Médio e elevando a preocupação internacional com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Segundo autoridades iranianas, dois petroleiros explodiram e ficaram imobilizados na região, enquanto o governo de Teerã afirma ter realizado ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. As informações ainda são acompanhadas por diferentes governos e organismos internacionais, em meio à escalada do conflito.
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A Guarda Revolucionária Islâmica informou ter lançado mísseis balísticos contra aeronaves americanas no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atingido alvos na Síria.
Durante a manhã, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas no país. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante um ataque atribuído ao Irã.
A nova ofensiva ocorre após o fracasso de um acordo provisório de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos entre Washington e Teerã.
Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova operação militar destinada a reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Segundo o CENTCOM, a ação busca proteger uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio internacional, embora detalhes sobre os ataques não tenham sido divulgados.
A agência semioficial iraniana Tasnim informou que mísseis americanos atingiram diversas cidades iranianas durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã mantiver ataques contra embarcações comerciais.
“O Estreito de Ormuz é uma via marítima internacional, e eles continuam lançando ataques contra navios que transitam por essa hidrovia internacional”, declarou Marco Rubio.
O secretário acrescentou que Washington permanece aberto a uma solução diplomática.
“Enquanto o Irã insistir em controlar uma via marítima internacional, teremos de responder. Os Estados Unidos permanecem sempre abertos a uma solução diplomática.”
O governo iraniano informou que dois petroleiros explodiram após utilizarem uma rota considerada insegura no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a seguir esse trajeto.
Até o momento, o Irã não divulgou informações sobre a identidade dos navios, bandeiras, tripulações ou possíveis vítimas.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que a hidrovia permanecerá insegura enquanto persistirem as operações militares americanas na região.
O órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que recebeu relatos de uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, mas ainda não confirmou as causas do incidente.
Dados da LSEG apontam redução no número de embarcações que cruzaram o Estreito de Ormuz nos últimos dias. Ao mesmo tempo, o preço internacional do petróleo voltou a subir, ultrapassando US$ 90 por barril, refletindo a preocupação dos mercados com possíveis impactos no abastecimento mundial.
As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante operações no norte do Iraque. Segundo o Comando Central, o militar participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.
Com a atualização, chega a 17 o número de militares americanos mortos desde o início do conflito, enquanto mais de 420 ficaram feridos.
A guerra teve início após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra instalações ligadas aos programas nuclear e de mísseis do Irã, no fim de fevereiro. Desde então, o conflito já provocou milhares de mortes, principalmente em território iraniano e no Líbano, segundo informações divulgadas por autoridades e agências internacionais.
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