

Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, será relator de ações envolvendo o Banco Master e o filme “Dark Horse” | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
04 de junho de 2026 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, será o relator de três representações que envolvem o caso Banco Master e o filme “Dark Horse”, produção que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro foi sorteado para relatar os processos após publicar, no fim de maio, uma resolução em que designou a si mesmo e os ministros André Mendonça e Estela Aranha para responderem por ações sobre propaganda eleitoral que chegarem à Corte durante o período eleitoral.
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Uma das representações foi apresentada pelo PL contra uma pesquisa do instituto AtlasIntel. Segundo o partido, um dos questionários do levantamento teria direcionado entrevistados de forma negativa ao incluir a reprodução do áudio de uma conversa entre o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O caso passou a ganhar atenção no TSE por envolver, ao mesmo tempo, disputa eleitoral, comunicação política e menções ao Banco Master, tema que também aparece em investigações recentes envolvendo Vorcaro.
Outra ação foi apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG). O parlamentar pede que o TSE barre a exibição do filme “Dark Horse”, sob o argumento de que a obra poderia provocar um “efeito eleitoral abusivo” durante a campanha.
A produção tem como tema a trajetória de Jair Bolsonaro e, segundo os questionamentos levados ao tribunal, poderia ter repercussão política no período eleitoral.
Na terceira representação, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) pediu ao TSE a abertura de investigação para apurar se houve abuso de poder econômico e político no financiamento do filme.
O parlamentar argumenta que a gravação poderá impactar a disputa presidencial e desequilibrar a competição eleitoral. A análise caberá ao ministro Kassio Nunes Marques, na condição de relator dos processos.
As ações chegam ao TSE em um contexto de maior atenção sobre propaganda eleitoral, uso de conteúdos audiovisuais, influência digital, pesquisas eleitorais e financiamento de materiais com potencial impacto político.
Como presidente da Corte e relator sorteado dos casos, Kassio Nunes Marques deverá conduzir a análise inicial das representações, podendo solicitar informações, abrir prazo para manifestações das partes e levar os temas para apreciação colegiada, conforme o andamento processual.
As representações envolvendo “Dark Horse” e o caso Master devem ampliar o debate sobre os limites entre produção cultural, propaganda eleitoral, financiamento político e influência sobre o eleitorado.
O TSE terá a responsabilidade de avaliar se os fatos apontados nas ações configuram irregularidade eleitoral ou se estão dentro dos limites legais de manifestação, produção audiovisual e debate público.
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