

Instituto Atlântico inaugura em Fortaleza o Alia, laboratório de inteligência artificial com supercomputação, robótica e R$ 15 milhões em investimentos | Foto: Hermann Hesse/Portal Terra da Luz
15 de maio de 2026 – O Instituto Atlântico inaugurou, nesta quinta-feira (14), em Fortaleza, o Alia — Laboratório de Inteligência Artificial do Atlântico. O novo hub de pesquisa, desenvolvimento e inovação nasce com cerca de R$ 15 milhões em investimentos e reúne uma das infraestruturas computacionais mais robustas do Nordeste para aplicações em inteligência artificial.
O laboratório é voltado à criação, experimentação e validação de soluções avançadas de IA para setores como indústria, energia e Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). A estrutura foi viabilizada com investimentos próprios do Instituto Atlântico e recursos de edital da Finep, financiadora vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que aportou R$ 13 milhões na iniciativa.
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Instalado na sede do Instituto Atlântico, o Alia conta com supercomputador direcionado à computação científica e especializado em treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial de fronteira.
A infraestrutura também inclui braços robóticos, robôs humanoides, drones, impressoras 3D e esteiras inteligentes equipadas com sensores e atuadores. O espaço funcionará como ambiente de testes e experimentação para desenvolvimento de algoritmos, validação de tecnologias e simulação de processos industriais antes da aplicação em ambientes reais de produção.
“O Alia é um verdadeiro hub de Pesquisa e Desenvolvimento, a ser utilizado por universidades, empresas, startups e instituições de pesquisa. Temos a capacidade de uma microindústria, com a possibilidade de testar tecnologias e desenvolver algoritmos antes da aplicação na indústria. Isso é fundamental para buscar as soluções mais adequadas e evitar impactos na produção”, explica Luiz Alves, diretor de Inovação e Tecnologia do Instituto Atlântico.
A inauguração ocorre em um ano simbólico para o Instituto Atlântico, que celebra 25 anos de atuação em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). A instituição se consolidou como um dos principais ICTs do país em soluções de transformação digital, software, inteligência artificial, indústria 4.0 e energia.
O Alia foi concebido para suportar projetos em TRL 1-3, sigla em inglês para Technology Readiness Level, estágio inicial de maturidade tecnológica voltado à pesquisa aplicada, validação experimental e desenvolvimento de soluções complexas baseadas em dados estruturados e não estruturados.
Segundo Alex Monteiro, coordenador do Alia e coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Instituto Atlântico, o laboratório amplia a infraestrutura disponível para pesquisa em inteligência artificial fora do eixo Sul-Sudeste e fortalece a capacidade nacional de desenvolvimento de tecnologias críticas.
“O laboratório também é uma peça-chave para tornar o Atlântico um Centro de Competência em IA, designação dada pelo governo federal às instituições que pesquisam tecnologias críticas para a soberania nacional”, destaca Alex Monteiro.
Entre as linhas prioritárias de atuação do Alia estão aplicações de inteligência artificial para indústria, energia e TICs, além de pesquisas voltadas à Green AI. A abordagem busca tornar as soluções de IA mais sustentáveis, com otimização de modelos, redução de consumo energético e melhor gestão do ciclo de vida dos sistemas.
“Estamos falando de tendências de última geração, com pesquisas voltadas à eficiência computacional e sustentabilidade tecnológica, temas cada vez mais estratégicos para o desenvolvimento da inteligência artificial no mundo”, complementa Monteiro.
Em capacidade computacional bruta, o supercomputador do Alia reúne 288 núcleos de CPU, 3,5 terabytes de memória, 15 GPUs especializadas em inteligência artificial e quase 1 petabyte de armazenamento.
Toda a estrutura é interconectada por uma rede de altíssima velocidade de 200 Gbps. Segundo o Instituto Atlântico, essa capacidade permite treinamento e inferência de grandes modelos de linguagem, os LLMs, com até 1 trilhão de parâmetros.
Uma das principais características do Alia é o modelo de operação colaborativo. O laboratório foi pensado como uma infraestrutura aberta à comunidade científica e empresarial, conectando universidades, empresas, startups e instituições de pesquisa em torno de desafios reais da indústria brasileira.
Para a operação do espaço, o Instituto Atlântico já conta com parcerias com instituições como IEL, UECE, UFC, UFCA e UFAL, além de organizações de outros estados.
“Tudo o que o Instituto Atlântico faz busca fazer em parceria. Entendemos que, sozinhos, não conseguimos resolver problemas realmente complexos, porque esses desafios exigem competências diversas. Quando atuamos em rede, conseguimos reunir academia, empresas e instituições para desenvolver soluções mais eficientes e escaláveis”, reforça Luiz Alves.
A expectativa é que o laboratório amplie a conexão entre pesquisa acadêmica e mercado, acelerando a transferência tecnológica e fortalecendo iniciativas de inovação aberta voltadas à indústria nacional.
Com mais de 600 colaboradores, o Instituto Atlântico atua no desenvolvimento de soluções digitais para diferentes setores da economia. Em 2025, a instituição conquistou o 1º lugar no GPTW Ceará e a 23ª posição no ranking nacional Great Place to Work Brasil, na categoria empresas de médio porte, mantendo destaque pelo oitavo ano consecutivo na premiação.
Além da atuação em PD&I, o Atlântico mantém iniciativas voltadas ao empreendedorismo tecnológico. Por meio do Praia, veículo de venture capital da instituição, o Instituto investe em startups alinhadas às suas frentes estratégicas de tecnologia. Em cinco anos, o programa apoiou quase 30 startups e alcançou NPS 100, índice máximo de satisfação entre participantes.
Na área de educação e capacitação profissional, o Atlântico atua por meio da Escola Avanti, iniciativa voltada à formação em tecnologias emergentes. Em parceria com o MCTI e a Softex, a escola oferece capacitações gratuitas e especializadas para ampliar a formação de profissionais em áreas estratégicas da economia digital.
Somente em 2025, a Escola Avanti registrou 9.044 inscritos, 1.238 matrículas e índice de retenção de 91%. No primeiro ciclo deste ano, 333 alunos foram certificados, com nota média de satisfação de 9,4.
“Diante do cenário de aceleração digital e da crescente demanda por soberania tecnológica, acreditamos que o futuro da indústria brasileira passa por um ecossistema colaborativo, em que universidades, empresas e ICTs como o Atlântico atuem em rede para gerar soluções escaláveis e impacto sistêmico”, conclui Luiz Alves.
O Instituto Atlântico é um ICT, Instituto de Ciência e Tecnologia sem fins lucrativos, com 25 anos de atuação em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Com sede em Fortaleza e atuação nacional, desenvolve soluções em transformação digital, inteligência artificial, software, energia e indústria 4.0, conectando empresas, universidades, startups e setor público para impulsionar inovação e competitividade.
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