
Febre ou temperatura baixa, calafrios, respiração acelerada, dificuldade para respirar, confusão mental, dor intensa e aumento da frequência cardíaca estão entre os sinais de alerta. | Foto: divulgação
12 de setembro de 2026 – O Dia Mundial da Sepse, celebrado em 13 de setembro, reforça a importância da conscientização sobre uma condição que pode evoluir rapidamente e comprometer o funcionamento de órgãos. O diagnóstico precoce e o início ágil do tratamento são considerados fundamentais para aumentar as possibilidades de recuperação dos pacientes.
A sepse ocorre quando o organismo apresenta uma resposta intensa a uma infecção, provocando danos aos tecidos e podendo levar à disfunção de órgãos. A condição pode ocorrer tanto dentro quanto fora do ambiente hospitalar e, sem tratamento adequado e em tempo oportuno, pode evoluir para quadros graves e até resultar em morte.
As infecções bacterianas estão entre as causas mais frequentes, mas a sepse também pode estar relacionada a infecções provocadas por vírus, parasitas ou fungos.
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Idosos, crianças pequenas, gestantes, recém-nascidos, pessoas hospitalizadas e indivíduos com doenças crônicas ou sistema imunológico enfraquecido estão entre os grupos que apresentam maior risco de desenvolver sepse.
Entre os principais sinais de alerta estão febre ou temperatura corporal baixa, calafrios, respiração acelerada, dificuldade para respirar, confusão mental, dor intensa e aumento da frequência cardíaca.
Diante desses sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente. A identificação rápida do quadro pode contribuir para que os profissionais iniciem a investigação e o tratamento de forma mais ágil.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados cerca de 48,9 milhões de casos de sepse no mundo, com aproximadamente 11 milhões de mortes relacionadas à condição, conforme dados publicados em 2020.
Na investigação de casos suspeitos, a rapidez na obtenção de resultados laboratoriais pode contribuir para a tomada de decisões pelos profissionais de saúde.
No Nordeste, o grupo cearense HS – Health & Safe, que engloba a DNE Diagnósticos Nordeste, atua na área de medicina diagnóstica e oferece soluções voltadas à identificação de infecções, avaliação de marcadores e identificação de microrganismos.
Entre as tecnologias da marca francesa bioMérieux está o VIDAS® B·R·A·H·M·S PCT™, utilizado para dosar a procalcitonina (PCT). O exame pode auxiliar na avaliação de pacientes com suspeita de sepse, na análise da gravidade do quadro e no acompanhamento da resposta ao tratamento.
O BACT/ALERT®, sistema automatizado de hemoculturas, atua na detecção de infecções na corrente sanguínea. A identificação de microrganismos pode contribuir para antecipar decisões relacionadas à terapia antimicrobiana.
Já o BIOFIRE® BCID2 Panel (FILMARRAY®) identifica patógenos e genes associados à resistência antimicrobiana diretamente de hemoculturas positivas, com resultados em cerca de uma hora. A tecnologia pode auxiliar na definição de condutas clínicas em situações que exigem respostas rápidas.
Outra solução é o VITEK® MS PRIME, baseado em espectrometria de massa (MALDI-TOF), que possibilita a identificação de microrganismos e pode reduzir o intervalo entre a coleta da amostra e a definição da estratégia terapêutica.
Além do diagnóstico e do tratamento, a prevenção e a disseminação de informações sobre a sepse são consideradas importantes para reduzir os impactos da condição e favorecer o reconhecimento dos sinais de alerta.
Para o farmacêutico Valmique Filho, CEO do Grupo HS, ações preventivas e o diagnóstico podem contribuir para melhorar o atendimento e reduzir a sobrecarga do sistema de saúde.
“Já é provado que realizar as prevenções é muito mais eficiente para diagnosticar e tratar doenças, além de promover a longevidade das pessoas. Isso também reflete em hospitais menos lotados, maior rotatividade de pacientes, menos uso de medicamentos e até menores chances de infecções e risco de vida”, explica Valmique Filho.
Uma pesquisa conduzida pelo Datafolha para o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) avaliou o conhecimento da população brasileira sobre a doença e acompanhou a evolução da percepção dos entrevistados ao longo dos anos.
Os dados apontam crescimento no número de brasileiros que já ouviram falar sobre sepse. Em 2014, o percentual era de 6,6%. Em 2017, passou para 14% e, em 2026, chegou a 19%.
Ainda de acordo com a pesquisa realizada em 2026, 70% dos participantes reconheceram que o diagnóstico e o tratamento precoces aumentam as chances de sobrevivência.
Apesar do avanço, os números indicam que a sepse ainda é pouco conhecida por grande parte da população. Ampliar a informação sobre os sintomas e a gravidade da doença pode contribuir para que os sinais sejam reconhecidos mais rapidamente e o atendimento médico seja procurado no momento adequado.
O Dia Mundial da Sepse, portanto, reforça que informação também é uma ferramenta de cuidado. Conhecer os sinais de alerta e compreender a necessidade de atendimento rápido pode fazer diferença diante de uma condição em que o tempo é um fator decisivo.
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