

Vinte e cinco anos após os ataques de 11 de setembro, imagens das Torres Gêmeas ainda permanecem na memória global | Foto: REUTERS/Brad Rickerby
10 de setembro de 2026 – Vinte e cinco anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, as imagens das Torres Gêmeas tomadas pela fumaça, em Nova York, ainda permanecem entre as cenas mais impactantes e lembradas do século 21.
Naquele dia, quase 3 mil pessoas morreram após terroristas da Al Qaeda sequestrarem aviões comerciais e lançarem as aeronaves contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado no condado de Arlington, na Virgínia.
Um quarto avião caiu na zona rural de Shanksville, no estado da Pensilvânia.
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Segundo o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a repetição das imagens das torres desabando, transmitidas ao vivo pela televisão, gerou um trauma em escala global.
Na época, a internet ainda não tinha a presença e a velocidade de circulação de informações que possui hoje, e a televisão concentrou a atenção do público mundial.
“Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento”, avalia o professor.
Bucci classifica a experiência coletiva daquele dia como uma espécie de “tempo congelado”, provocada tanto pela transmissão ao vivo quanto pela repetição posterior das imagens em plataformas digitais.
“A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo”, diz.
A tragédia marcou a memória de uma geração inteira.
O empresário brasileiro Márcio Boruchowski, que trabalhava em um edifício próximo às Torres Gêmeas, relatou que o som do impacto e do desabamento dos prédios foi uma das lembranças mais fortes daquele dia.
“Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que você ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente”, lembrou, em entrevista à TV Brasil.
Os aviões se chocaram contra as estruturas a mais de 800 quilômetros por hora, provocando uma sequência de explosões e incêndios.
Cerca de 400 mil pessoas foram expostas à poeira tóxica resultante do colapso das torres.
A remoção de aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de escombros levou cerca de oito meses.
Além da dimensão humana da tragédia, os ataques mudaram profundamente a política internacional, a segurança aérea, o combate ao terrorismo e a forma como o mundo passou a lidar com ameaças globais.
Acusado de ser o mentor dos ataques, Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da Al Qaeda, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028.
Ele é acusado de orquestrar o plano para lançar aviões de passageiros sequestrados contra o World Trade Center e contra o Pentágono.
Mohammed foi preso em 2003, no Paquistão, e desde 2006 está na base de Guantánamo, em Cuba.
Além dele, também deverão ser julgados três corréus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.
O fundador e líder da rede Al Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto em 2011 por forças dos Estados Unidos em uma operação no interior do Paquistão.
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