
Reabilitação após a cirurgia de câncer de mama ajuda a recuperar a mobilidade, prevenir complicações e ampliar a autonomia das pacientes. | Foto: divulgação
24 de outubro de 2026 – O tratamento do câncer de mama não termina com a cirurgia. A reabilitação no pós-operatório é fundamental para prevenir complicações, recuperar a mobilidade e contribuir para a qualidade de vida das mulheres que passam por procedimentos como a mastectomia. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) alerta para a importância do acesso à fisioterapia oncológica e à terapia ocupacional na rede pública de saúde.
Após a cirurgia, algumas pacientes podem apresentar limitações nos movimentos do ombro, dores na região torácica e linfedema, caracterizado pelo acúmulo de líquido nos tecidos e pelo inchaço, especialmente no braço, quando há comprometimento da drenagem linfática. Essas condições podem afetar atividades cotidianas e dificultar a retomada da rotina.
Segundo o Crefito-6, a reabilitação deve integrar o cuidado oncológico e ser iniciada conforme a avaliação e a liberação da equipe de saúde. O acompanhamento especializado contribui para prevenir complicações e reduzir limitações físicas que podem comprometer a independência das pacientes.
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A fisioterapia oncológica pode incluir exercícios para recuperar a amplitude dos movimentos, técnicas de mobilização e outras intervenções individualizadas, de acordo com as necessidades de cada paciente. O acompanhamento também auxilia no manejo da dor e na prevenção de rigidez no braço, no ombro e no tronco.
A abordagem deve considerar as características da cirurgia e as condições clínicas da mulher. As orientações profissionais são importantes para que a recuperação ocorra de maneira segura, respeitando as etapas do pós-operatório.
A terapia ocupacional também tem papel importante na recuperação. O profissional auxilia a paciente a retomar as Atividades de Vida Diária (AVDs), como vestir-se, pentear os cabelos e realizar tarefas domésticas, além de orientar adaptações para lidar com a fadiga e outras dificuldades decorrentes do tratamento.
O acompanhamento busca favorecer a reorganização da rotina, a retomada do convívio social e, quando possível, o retorno ao trabalho, respeitando os limites e as necessidades individuais.
O presidente do Crefito-6, Dr. Jacques Esmeraldo, ressalta que conhecer os direitos é essencial para que as pacientes busquem atendimento integral na rede pública.
“A remoção do tumor salva vidas, mas o tratamento não termina no centro cirúrgico. A reabilitação multidisciplinar é um direito assegurado por lei à mulher no SUS. Quando negligenciamos a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional no pós-operatório, aceitamos que a paciente viva com limitações físicas e psicológicas evitáveis. O Crefito-6 atua fiscalizando os serviços e conscientizando a população, porque informação é poder: a mulher precisa saber que tem o direito de exigir a reabilitação para voltar a viver com plenitude”, afirma.
O acompanhamento profissional também permite orientar as pacientes sobre os cuidados com o braço e a prevenção de complicações, incluindo o linfedema. As recomendações devem ser individualizadas, considerando o tipo de cirurgia, a retirada de linfonodos e os tratamentos realizados.
O Crefito-6 reforça que as mulheres devem procurar a equipe de saúde para conhecer os serviços de reabilitação disponíveis no SUS e receber encaminhamento conforme suas necessidades. O acesso à fisioterapia e à terapia ocupacional pode contribuir para a recuperação funcional, a autonomia e a qualidade de vida após o tratamento do câncer de mama.
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