

A decisão que determinou a suspensão das visitas ocorreu após a divulgação pública de uma carta manuscrita de Bolsonaro nas redes sociais por seu filho Flávio Bolsonaro. | Foto: Mateus Bonomi/Reuters
08 de agosto de 2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele recebesse a visita dos filhos neste domingo (9), Dia dos Pais.
Na decisão, Moraes citou determinação anterior que suspendeu, pelo prazo de 30 dias, todas as visitas ao ex-presidente, com exceção das realizadas de forma permanente por médicos, fisioterapeutas e advogados.
A medida foi adotada após o STF considerar que houve descumprimento de restrições judiciais impostas a Bolsonaro.
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A decisão que determinou a suspensão das visitas ocorreu após a divulgação pública de uma carta manuscrita de Bolsonaro nas redes sociais por seu filho Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República.
Segundo Moraes, o episódio representou descumprimento da proibição de utilização de redes sociais pelo ex-presidente, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.
O ministro também considerou que a divulgação do conteúdo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.
Com a decisão, permanecem autorizadas apenas as visitas médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, nos termos estabelecidos anteriormente pelo Supremo.
No pedido encaminhado ao STF, os advogados de Bolsonaro solicitaram, “em caráter absolutamente excepcional”, a autorização para que Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro visitassem o pai durante a tarde deste domingo.
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que atualmente vive nos Estados Unidos, não foi incluído na solicitação.
A defesa argumentou que o pedido tinha caráter familiar e humanitário e destacou a importância da data para a convivência entre Bolsonaro e os filhos.
“O pedido ostenta caráter estritamente humanitário e familiar. Trata-se de data singular do calendário brasileiro, cuja celebração, ainda que por breve período e nas condições que Vossa Excelência entender cabíveis, permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”, diz a defesa do ex-presidente.
Os advogados também afirmaram que a liberação excepcional das visitas não comprometeria o cumprimento da pena nem das medidas cautelares impostas a Bolsonaro.
Ao rejeitar o pedido, Moraes manteve as restrições estabelecidas anteriormente pelo STF.
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