
Ronaldo Caiado negou que exista acordo para formar uma chapa conjunta com Romeu Zema na disputa presidencial de 2026 | Foto: TV Globo
03 de junho de 2026 – O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, negou nesta quarta-feira (03/06) que exista acordo para unificar sua candidatura com a do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na disputa presidencial de 2026.
A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Iron Talks, em São Paulo, após Caiado ser questionado se aceitaria ser vice de Zema. O ex-governador mineiro também é pré-candidato ao Palácio do Planalto.
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Segundo Caiado, a conversa com Zema teve como objetivo reduzir desentendimentos entre nomes da centro-direita e construir um ambiente de cooperação para um eventual segundo turno, sem que isso represente a formação de uma chapa conjunta neste momento.
“O Zema vai continuar com a campanha dele, e eu vou continuar com a minha. A conversa minha com o Zema foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos dentre nós candidatos e que a centro-direita não pode chegar fragmentada no 2º turno”, afirmou Ronaldo Caiado.
A fala ocorre uma semana após Caiado e Zema sinalizarem publicamente a possibilidade de uma aliança eleitoral entre os dois nomes da centro-direita.
Na terça-feira (02/06), Ronaldo Caiado, Romeu Zema e o também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participaram juntos da exposição Megaleite, em Belo Horizonte.
Durante o evento, os três defenderam a união das forças de direita contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), posaram para fotos e discursaram no mesmo palco.
Nesta quarta-feira, Caiado afirmou que o encontro serviu para reforçar a tese de unidade no segundo turno, sem compromisso formal de união das candidaturas no primeiro turno.
“Esse foi o motivo de várias conversas. Ontem, tivemos o primeiro encontro em Belo Horizonte, onde estavam Flávio, Zema e eu. Nós tivemos a oportunidade de conversar os três juntos reforçando a tese da unidade do segundo turno”, disse.
A nova posição de Caiado contrasta com declarações dadas na semana passada, quando ele afirmou estar avaliando uma possível aliança com Zema para a disputa presidencial.
Na ocasião, o ex-governador goiano disse que os dois poderiam “unir forças” para ampliar a competitividade eleitoral, embora sem definir quem encabeçaria uma eventual chapa.
Nos bastidores, integrantes do PSD chegaram a defender que Zema ocupasse a vice-presidência em uma chapa liderada por Caiado. Aliados do ex-governador mineiro também admitiam a possibilidade de composição, mas ressaltavam que ainda não havia acordo sobre quem seria o cabeça de chapa.
A movimentação ocorre em meio às articulações da centro-direita para a eleição presidencial de 2026. O campo político tenta evitar uma divisão que reduza a competitividade no primeiro turno e comprometa uma eventual presença no segundo turno.
Até o momento, porém, Caiado e Zema afirmam que manterão suas pré-candidaturas. A tendência é que as conversas continuem nos próximos meses, especialmente em torno de alianças regionais, estratégias nacionais e eventual apoio mútuo em uma segunda etapa da disputa presidencial.
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