

Stênio Muniz, especialista em marketing político e CEO da 2S Marketing, alerta para regras e limites da pré-campanha eleitoral no Brasil | Foto: divulgação
23 de abril de 2026 – Com a proximidade das eleições de 2026, o período de pré-campanha ganha destaque no cenário político brasileiro e exige atenção redobrada por parte de pré-candidatos. Apesar de permitir posicionamento público e debate de ideias, a fase também impõe limites legais que, se descumpridos, podem gerar penalidades.
Especialistas alertam que o principal desafio está em diferenciar manifestações legítimas de propaganda eleitoral antecipada, prática proibida pela legislação.
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De acordo com o especialista em marketing político e CEO da 2S Marketing, Stênio Muniz, a legislação permite que pré-candidatos participem do debate público, apresentem propostas e utilizem redes sociais, desde que não haja pedido explícito ou implícito de voto.
“A legislação brasileira permite que pré-candidatos se posicionem, apresentem ideias e participem do debate público. Com o avanço das tecnologias, ferramentas de IA podem ser utilizadas para produção de conteúdo informativo e estratégico, mas seu uso exige cautela”, explica.
O avanço das tecnologias, especialmente da inteligência artificial, trouxe novas possibilidades para a comunicação política, mas também aumentou os riscos.
Segundo Muniz, o uso dessas ferramentas deve ser feito de forma ética, evitando desinformação ou manipulação de conteúdos. A Justiça Eleitoral tem intensificado a fiscalização, sobretudo no ambiente digital.
Entre as ações permitidas na pré-campanha estão entrevistas, participação em eventos, debates e publicações nas redes sociais com foco em temas de interesse público.
Por outro lado, são vedadas práticas como impulsionamento irregular de conteúdos com características eleitorais, uso de slogans de campanha, distribuição de brindes e qualquer tipo de pedido de voto.
“O impulsionamento irregular e ações que configurem campanha antecipada podem resultar em multas e até inelegibilidade”, alerta o especialista.
Outro ponto sensível é o uso de recursos públicos por agentes que pretendem disputar eleições. A legislação proíbe qualquer ação que utilize a estrutura do Estado para promoção pessoal.
Para especialistas, o cenário atual exige planejamento estratégico aliado ao cumprimento rigoroso das normas eleitorais.
“A pré-campanha não é um território sem regras. É um momento decisivo para construir uma imagem sólida, mas sempre com respaldo jurídico”, conclui Stênio Muniz.
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