
Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, é elevada à condição de santuário no Rio de Janeiro | Foto: Igreja Matriz de São Jorge/Youtube
23 de abril de 2026 – A Igreja Matriz de São Jorge, localizada no bairro Quintino, na zona norte do Rio de Janeiro, foi oficialmente elevada à condição de santuário nesta quinta-feira (23), data em que se celebra o dia do santo guerreiro, padroeiro do estado.
O anúncio foi realizado durante a missa das autoridades, presidida pelo cardeal Dom Orani Tempesta, e marca o reconhecimento da importância histórica, religiosa e cultural do templo para fiéis e peregrinos.
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Em publicação nas redes sociais, a administração da igreja celebrou a conquista como um marco para a comunidade.
“Um marco de fé, devoção e reconhecimento de toda a caminhada do nosso povo, que há anos mantém viva a chama de São Jorge em Quintino. Hoje, mais do que nunca, celebramos essa conquista com o coração cheio de gratidão e esperança!”, destacou o perfil oficial.
Na Igreja Católica, o título de santuário é concedido a templos que se destacam pela relevância religiosa, pela forte devoção popular ou pelo fluxo de peregrinações.
A Paróquia de São Jorge foi criada oficialmente em 1945, quando o então arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, nomeou o primeiro pároco, Carmelo Loréfice.
De acordo com a igreja, a devoção ao santo teve início de forma simples, com moradores que se reuniam diariamente para rezar o terço em uma varanda da Rua Clarimundo de Melo. Com o tempo, a prática ganhou força e resultou na construção de uma capela no local.
“Algum tempo depois, foi adquirido o terreno onde foi construída a capela para São Jorge, muito simples e pobre no alto do monte de difícil acesso”, relembra a paróquia.
São Jorge é um dos santos mais populares do Brasil e símbolo de coragem e proteção. No Rio de Janeiro, o dia dedicado ao santo é feriado estadual desde 2008, e ele foi oficializado como padroeiro em 2019.
A devoção ao santo também ultrapassa o catolicismo e está presente em outras tradições religiosas. Nas religiões afro-brasileiras, como Umbanda e Candomblé, São Jorge é frequentemente associado ao orixá Ogum, guerreiro ligado à força e à proteção.
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