

Documentário cearense “Tempo Bom” investiga os impactos sociais e terapêuticos da cannabis medicinal. | Foto: Alex Meira/divulgação
15 de maio de 2026 – O curta-metragem Tempo Bom conclui neste fim de semana a primeira etapa de filmagens em Fortaleza. O documentário propõe uma investigação sensível sobre o universo da cannabis medicinal e seus múltiplos usos terapêuticos, sociais e culturais.
Com linguagem expositiva, poética e observacional, a produção reúne histórias reais de pacientes, famílias, profissionais e instituições que convivem com o uso medicinal da planta no Ceará.
O projeto é assinado pelo artista visual Isleudo Soares e pelo psicólogo e produtor Hidário Matos, que unem arte urbana, pesquisa e recursos ficcionais para construir uma narrativa sensorial “da semente ao paciente”.
“O filme convida a um olhar com mais humanidade para uma pauta que ainda carrega preconceitos, mas que já traz benefícios para vida de milhares de famílias”, afirma Hidário Matos.
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Segundo os realizadores, o documentário busca ampliar o debate público sobre a cannabis medicinal a partir de experiências humanas e afetivas.
“Em nosso curta, a planta milenar reina como a grande personagem e seus múltiplos usos são símbolos de cuidado, resistência, economia e transformação social”, destaca Hidário.
O curta foi contemplado no 15º Edital Ceará de Cinema e Audiovisual e teve gravações realizadas em Fortaleza, Aquiraz, Capistrano e Caucaia.
A equipe técnica reúne profissionais do audiovisual cearense, incluindo Alex Meira na direção de fotografia, Rui Ferreira na edição e Idson Ricart na trilha sonora original.
Os diretores afirmam que o diferencial estético do documentário está na integração entre linguagem cinematográfica e temática social.
“A gente trabalha com uma estética de mosaico sensorial, com cortes secos, elipses, pontes sonoras com músicas de referência e uma montagem que conecta imagens de forma quase orgânica”, explica Hidário Matos.
Além da abordagem documental, o filme também utiliza elementos ficcionais e crítica social para abordar o preconceito histórico em torno da cannabis medicinal.
“A gente não pensou em um filme para convencer, mas para revelar o que está acontecendo e em curso em torno da ‘Plantinha’”, acrescenta.
Com o projeto entrando em fase de edição, a equipe agora busca apoio e patrocínio via Lei Rouanet para ampliar a abordagem e a circulação do documentário.
A proposta é aproximar empresas e instituições de uma obra audiovisual com potencial de impacto social e cultural, estimulando o debate sobre saúde, acesso à informação e qualidade de vida.
“Falar da ‘Plantinha’ é falar de tempo… tempo de cuidado, de espera e de transformação. Esse é o melhor tempo da ‘Plantinha’”, conclui Hidário Matos.
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