

Passageiros do navio MV Hondius começam a desembarcar nas Ilhas Canárias após surto de hantavírus monitorado pela OMS | Foto: Pippa Low/Divulgação
10 de maio de 2026 – O navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus durante expedição internacional, chegou neste domingo (10) às Ilhas Canárias, na Espanha, para iniciar uma complexa operação de desembarque de passageiros e tripulantes monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença já provocou três mortes confirmadas a bordo da embarcação.
Segundo autoridades espanholas, o desembarque começou por volta das 5h30 no horário de Brasília e ocorre sob rígidos protocolos sanitários para evitar qualquer contato entre passageiros e a população local.
A operação envolve exames médicos realizados ainda no navio, transporte em embarcações menores e deslocamento em ônibus isolados até o aeroporto de Tenerife Sul, de onde passageiros serão repatriados para seus países de origem.
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O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Tenerife no sábado (9) para acompanhar pessoalmente a operação e tranquilizar a população sobre os riscos sanitários.
“Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”, afirmou Tedros em carta aberta divulgada aos moradores das Ilhas Canárias.
Apesar disso, o representante da OMS reconheceu a gravidade da cepa identificada no navio.
“Três pessoas perderam a vida, e nossos corações estão com suas famílias. O risco para vocês, em sua vida cotidiana em Tenerife, é baixo”, acrescentou.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, informou que toda a operação foi estruturada para impedir contato com civis durante o desembarque.
Após o processo de retirada dos passageiros, o MV Hondius seguirá para a Holanda, onde será submetido a um processo completo de desinfecção.
O surto a bordo do navio já provocou preocupação internacional. Segundo a OMS, seis dos oito casos suspeitos foram confirmados até o momento. Além das mortes registradas no cruzeiro, outros passageiros seguem internados em hospitais.
O navio partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, durante expedição marítima rumo a Cabo Verde.
As autoridades internacionais investigam possíveis transmissões em voos internacionais ligados aos passageiros contaminados.
Governos de países como Singapura, Holanda, França e Estados Unidos monitoram pessoas que tiveram contato com passageiros infectados, incluindo tripulantes de aeronaves e viajantes.
Segundo o diretor-geral da OMS, a entidade trabalha em cooperação internacional para rastrear possíveis contatos e evitar disseminação do vírus.
“Estamos trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos”, destacou Tedros Adhanom.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres, que eliminam o vírus por meio da urina, saliva e fezes. A infecção humana ocorre geralmente pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.
A doença pode provocar sintomas como febre, fadiga, dores musculares, dores de cabeça, tontura, calafrios e problemas abdominais. Em casos graves, evolui para complicações pulmonares e cardiovasculares severas, incluindo síndrome respiratória aguda.
De acordo com o Ministério da Saúde brasileiro e autoridades internacionais, não existe tratamento específico para a doença. O atendimento envolve suporte médico intensivo e controle dos sintomas.
A OMS reforçou que a situação é diferente da pandemia de covid-19 e destacou que o risco global permanece considerado baixo.
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