

Ministro Dias Toffoli deu prazo de 24 horas para Renan Santos explicar perfis digitais usados na campanha eleitoral | Foto: EFE/André Borges
31 de agosto de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prazo de 24 horas para que o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, apresente explicações sobre 16 perfis em redes sociais ligados à sua campanha.
A decisão foi assinada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31).
Segundo o despacho, o descumprimento pode gerar multa diária de R$ 50 mil e até o indeferimento do registro da candidatura ao Palácio do Planalto.
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De acordo com a decisão, Renan Santos deve fornecer informações relacionadas às postagens, impulsionamentos, recomendações e anúncios realizados em seus perfis nas redes sociais a partir de 7 de agosto.
Os dados devem incluir alcance, rotulagem e valores das publicações.
O candidato também precisa informar a data de criação de cada perfil e o início da utilização de cada um deles para fins de propaganda eleitoral.
Toffoli determinou ainda que Renan informe a existência de quaisquer outros endereços eletrônicos em uso pela campanha.
A exigência inclui site, blog, rede social, usuário, grupo de mensagens instantâneas e aplicações de internet semelhantes.
A medida busca identificar todos os canais digitais utilizados para propaganda eleitoral.
O ministro também pediu manifestação do candidato sobre possível violação de regras da legislação eleitoral.
A decisão menciona os artigos 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997, 24, VIII, da Resolução TSE nº 23.609/2019, e 28, caput e § 1º-B, da Resolução TSE nº 23.610/2019.
Segundo o despacho, a ausência de explicações poderá levar ao indeferimento do registro da candidatura.
A decisão foi tomada após 16 perfis de Renan Santos nas redes sociais serem informados ao TSE em 19 de agosto.
O registro de candidatura do presidenciável havia sido apresentado em 7 de agosto.
Com isso, os perfis foram comunicados à Justiça Eleitoral 12 dias depois do pedido de registro.
Pelas regras eleitorais, candidatos devem informar, no momento do registro, todos os endereços de sites, blogs e redes sociais que serão utilizados durante a campanha.
O caso já havia levado Toffoli a determinar a suspensão da propaganda eleitoral de Renan Santos em ambiente digital.
O ministro também suspendeu os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e proibiu a participação do candidato em debates realizados em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
As medidas seguem válidas enquanto o TSE analisa o caso.
A decisão amplia a pressão sobre a campanha de Renan Santos e reforça a atenção da Justiça Eleitoral ao uso das redes sociais nas eleições de 2026.
A fiscalização dos perfis digitais é considerada essencial para acompanhar gastos, impulsionamentos, alcance de conteúdos e eventual uso irregular de canais de campanha.
O prazo de 24 horas coloca a defesa do candidato diante de uma resposta imediata ao TSE para tentar evitar sanções mais graves.
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