

Localizada entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, a região reúne cinco bacias sedimentares. | Foto: divulgação
24 de agosto de 2026 – A Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030. O valor está previsto no Plano de Negócios 2026-2030 da companhia e corresponde a 37,5% do total destinado pela estatal às atividades de exploração no período.
Considerada uma das principais fronteiras exploratórias do país, a Margem Equatorial é apontada pela Petrobras como estratégica para ampliar as reservas nacionais de petróleo e gás e garantir a reposição da produção à medida que a extração do pré-sal começar a declinar.
Dos 15 poços previstos no planejamento, três dependem de licenciamento ambiental para que as atividades possam ser iniciadas.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
A Petrobras protocolou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um pedido de licença ambiental para perfurar três novos poços na costa do Amapá.
A informação foi confirmada pela diretora da Petrobras Clarice Copetti durante visita ao município de Oiapoque, no último dia 17.
O processo de licenciamento ainda está em análise. Em 14 de agosto, a Petrobras apresentou informações complementares solicitadas pelo Ibama, consideradas necessárias para a conclusão das avaliações técnicas.
Entre os documentos estão ajustes em planos de proteção da fauna marinha, medidas de resposta a emergências e estudos integrados sobre possíveis impactos cumulativos da exploração.
A autorização para a perfuração somente poderá ser concedida depois que o Ibama avaliar se as informações apresentadas pela Petrobras atendem às exigências ambientais e de segurança.
A expansão das atividades na Margem Equatorial envolve uma série de exigências ambientais e regulatórias. O Ibama tem analisado os processos considerando a complexidade dos ecossistemas existentes na região.
Organizações ambientais, como Greenpeace e WWF-Brasil, alertam para possíveis impactos sobre o Grande Sistema de Recifes da Amazônia, além dos extensos manguezais localizados no litoral do Amapá.
Comunidades tradicionais também demonstram preocupação com os efeitos da exploração. Entre os riscos apontados estão possíveis acidentes, impactos da atividade de embarcações e poluição sonora, que podem afetar a pesca artesanal e outros recursos utilizados pelas populações locais.
“Nós temos calendários tradicionais que são norteados a partir da mudança do tempo. Quando é período de chuva, é um período de determinadas espécies de que a gente se alimenta. Quando é verão, são outras espécies, como aves, como peixes, que vêm da água salgada também, porque o nosso território é banhado pelas águas do oceano”, disse Luene Karipuna, membro da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP), em entrevista ao g1.
O debate envolve, de um lado, o interesse estratégico da Petrobras na ampliação das reservas de petróleo e gás e, de outro, a necessidade de preservar ecossistemas considerados sensíveis e garantir a proteção das comunidades que dependem dos recursos naturais da região.
A Margem Equatorial é formada por cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
A área se estende por aproximadamente 2.200 quilômetros, abrangendo os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. O nome faz referência à proximidade da linha do Equador.
A Petrobras considera a região uma nova fronteira exploratória e estratégica para o futuro da produção nacional. A expectativa é que novas descobertas possam contribuir para a reposição das reservas de petróleo quando a produção do pré-sal começar a perder participação.
O avanço das atividades, entretanto, depende da conclusão dos processos de licenciamento ambiental e do cumprimento das exigências estabelecidas pelos órgãos responsáveis.
Leia também | Palmeiras goleia Vasco e abre vantagem no Brasileirão
Tags: Petrobras, Margem Equatorial, petróleo, gás natural, exploração de petróleo, petróleo no Amapá, Amapá, Foz do Amazonas, Ibama, licenciamento ambiental, licença ambiental, poços de petróleo, Plano de Negócios Petrobras, Petrobras 2026-2030, investimentos Petrobras, exploração offshore, petróleo na Amazônia, Grande Sistema de Recifes da Amazônia, meio ambiente, Greenpeace, WWF-Brasil, comunidades tradicionais, povos indígenas, pesca artesanal, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Pará, Oiapoque, energia, setor de petróleo e gás, economia, Brasil, Portal Terra da Luz