

Líderes internacionais durante assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, que promete ampliar o comércio global | Foto: REUTERS/Cesar Olmedo
24 de março de 2026 – O governo federal anunciou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia passará a vigorar de forma provisória a partir de 1º de maio de 2026, marcando um novo capítulo nas relações comerciais entre os blocos após mais de duas décadas de negociações.
Segundo comunicado oficial, o Brasil concluiu os procedimentos internos necessários após a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março. A notificação foi enviada à Comissão Europeia no dia seguinte. Já a União Europeia confirmou o cumprimento das exigências nesta terça-feira (24), permitindo o início da vigência provisória.
O governo destacou que o decreto de promulgação — etapa final para incorporar o tratado ao ordenamento jurídico brasileiro — está em fase avançada de tramitação.
“Pessoas físicas e jurídicas brasileiras passarão a contar com novas oportunidades concretas de acesso a um dos maiores mercados do mundo”, informou o governo em nota, ressaltando que a medida deve ampliar a oferta de produtos europeus no Brasil e fortalecer exportações nacionais.
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O acordo prevê a redução gradual de tarifas de importação e exportação, além da eliminação de barreiras comerciais e da criação de regras comuns para setores como indústria, agronegócio e investimentos.
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado abre portas para um mercado com cerca de 451 milhões de consumidores, ampliando a competitividade de produtos nacionais e estimulando a integração às cadeias globais de valor.
Além disso, a expectativa é de aumento na previsibilidade regulatória, fator considerado essencial para atrair novos investimentos estrangeiros.
Apesar do avanço, o acordo ainda enfrenta resistência dentro da Europa. Países como a França demonstraram preocupação com possíveis impactos no setor agrícola, alegando risco de concorrência com produtos sul-americanos.
A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, chegou a afirmar que poderá adotar medidas unilaterais para proteger produtores locais. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a aceleração da aplicação provisória do tratado.
Por outro lado, países como Alemanha e Espanha defendem o acordo, destacando oportunidades de expansão comercial e redução da dependência de mercados como o chinês.
O texto também será analisado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode influenciar o cronograma para a entrada em vigor definitiva do acordo.
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