

Governo brasileiro inicia negociações com a União Europeia para tentar reverter restrições às exportações de carne. | Foto: Wenderson Araujo
13 de maio de 2026 – Representantes do governo brasileiro e da União Europeia iniciam nesta quarta-feira (13) uma série de reuniões para discutir a decisão do bloco europeu de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes para a União Europeia.
A medida foi publicada oficialmente pela UE na terça-feira (12) e passa a valer em 3 de setembro, afetando diretamente exportações brasileiras de produtos de origem animal.
Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, se reúne com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf.
Já em Bruxelas, o embaixador brasileiro junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, participa de encontros com autoridades sanitárias europeias para buscar esclarecimentos sobre a decisão.
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Com a exclusão do Brasil da lista sanitária europeia, ficam impedidas exportações de animais vivos destinados à produção de alimentos para os países da União Europeia.
A restrição atinge bois, cavalos, aves, ovos, peixes e mel produzidos no Brasil.
O tema gera preocupação entre representantes do agronegócio brasileiro, que acompanham as negociações diante dos possíveis impactos econômicos e comerciais.
Segundo fontes do setor agropecuário, a União Europeia já vinha alertando o Brasil e outros países desde junho de 2023 sobre a necessidade de intensificar medidas de combate à resistência antimicrobiana.
A falta de avanços considerados suficientes pelos europeus ao longo das negociações teria contribuído para a decisão anunciada nesta semana.
Especialistas também apontam que setores europeus contrários ao acordo entre Mercosul e União Europeia podem ter influenciado o endurecimento das medidas sanitárias.
A decisão ocorre poucos meses antes da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, prevista para 3 de setembro.
O tratado é considerado estratégico para ampliar o comércio entre os blocos, mas enfrenta resistências em alguns países europeus, especialmente em setores ligados à agricultura e pecuária.
O governo brasileiro busca agora evitar impactos mais amplos nas exportações agropecuárias e manter o diálogo diplomático com a União Europeia.
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Tags: Brasil, União Europeia, carne brasileira, agronegócio, Mercosul, acordo Mercosul-UE, exportações, embargo sanitário, resistência antimicrobiana, Ministério da Agricultura, Luis Rua, Marian Schuegraf, Pedro Miguel da Costa e Silva, comércio exterior, pecuária brasileira, Portal Terra da Luz