

Governo federal se reúne nesta terça-feira (29) com representantes de clubes de futebol para discutir os impactos da proibição das bets e os possíveis prejuízos relacionados ao fim dos contratos de patrocínio com empresas de apostas. | Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
28 de setembro de 2026 – O governo federal terá uma reunião na terça-feira (29) com representantes de clubes de futebol para discutir os impactos da proibição das plataformas de apostas de quota fixa, as chamadas bets. O encontro foi confirmado pelo Ministério do Esporte e ocorre após clubes demonstrarem preocupação com possíveis prejuízos provocados pelo fim dos contratos de patrocínio com empresas do setor.
A medida provisória que determina o fim das plataformas de apostas de quota fixa foi publicada na sexta-feira (25). Pelas regras estabelecidas, as empresas terão até 6 de outubro para retirar os sites e aplicativos do ar.
Os apostadores poderão resgatar os valores disponíveis nas plataformas até 5 de outubro.
A reunião está sendo articulada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro. Segundo o Ministério do Esporte, o objetivo é ouvir as demandas dos clubes e avaliar possíveis medidas do governo para reduzir os impactos financeiros provocados pelo encerramento dos contratos com empresas de apostas.
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As empresas de apostas se tornaram uma fonte relevante de receita para clubes brasileiros nos últimos anos, principalmente por meio de acordos de patrocínio.
Em 2025, as bets pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, segundo levantamento da Sports Value.
O fim das plataformas também gera dúvidas sobre os contratos firmados entre empresas de apostas e clubes. A situação dos acordos e possíveis alternativas para compensar os times devem estar entre os assuntos discutidos na reunião de terça-feira.
Além da medida provisória que determina o fim das plataformas, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a criminalização da exploração, operação e divulgação de apostas de quota fixa.
A proposta ainda precisa ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República para entrar em vigor.
Pelo texto apresentado pelo governo, explorar ou operar apostas de quota fixa, por qualquer meio, poderá ser considerado crime, com pena de reclusão de quatro a seis anos, além de multa.
A proposta estabelece ainda que a punição poderá ser aplicada mesmo quando o agente tiver autorização concedida por uma autoridade estrangeira.
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