

Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, pode permitir a identificação do tipo de tumor cerebral em menos de duas horas durante alguns procedimentos cirúrgicos. | Foto: Ely Venâncio/EPTV
28 de setembro de 2026 – Um novo teste desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, pode identificar o tipo de tumor cerebral em poucas horas e acelerar o diagnóstico definitivo dos pacientes. A tecnologia analisa o DNA de uma pequena amostra do tumor retirada durante uma biópsia ou cirurgia.
O método foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisa de Tumores Cerebrais da Universidade de Nottingham e já está sendo testado pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).
Segundo os pesquisadores, a análise genética pode reduzir de semanas para dias o tempo necessário para obter um diagnóstico definitivo. A agilidade pode permitir que tratamentos como radioterapia e quimioterapia sejam iniciados mais rapidamente, quando indicados.
“Em alguns casos, isso pode nos ajudar a avaliar até onde podemos avançar com segurança, ao mesmo tempo em que protegemos o tecido cerebral saudável”, detalhou Stuart Smith, neurocirurgião consultor do Nottingham University Hospitals, em comunicado.
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Em pacientes submetidos a uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral cujo tipo ainda não foi identificado com precisão, o teste pode ser realizado durante o próprio procedimento.
O resultado pode ficar disponível em menos de duas horas, enquanto a operação ainda está em andamento. Com a informação genética em mãos, a equipe médica pode avaliar com maior precisão quanto do tumor pode ser removido, levando em consideração a preservação do tecido cerebral saudável.
“Isso nos dá uma ideia de como a cirurgia de tumores cerebrais pode mudar no futuro – com informações genômicas disponíveis durante a própria operação, ajudando-nos a tomar decisões mais bem informadas para cada paciente”, afirmou Smith.
De acordo com o Centro de Pesquisa de Tumores Cerebrais da Universidade de Nottingham, a tecnologia também pode facilitar a participação de pacientes em estudos clínicos.
Algumas pesquisas dependem da identificação de características genéticas específicas do tumor antes que o paciente possa ser incluído em um estudo. A obtenção mais rápida dessas informações pode, portanto, contribuir para o encaminhamento de pacientes a tratamentos experimentais ou estudos direcionados.
O teste já é utilizado, por exemplo, como apoio a pesquisas sobre a recorrência do glioblastoma, um tipo de tumor cerebral, e na identificação de tratamentos direcionados que possam ajudar a impedir que a doença volte a crescer.
A tecnologia ainda está em fase de testes no NHS, e os pesquisadores avaliam seu potencial para ampliar o uso de informações genômicas no diagnóstico e no tratamento de tumores cerebrais.
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