

Disputa pré-eleitoral entre PT e PL já movimenta ações no Tribunal Superior Eleitoral | Fotos: reprodução
17 de maio de 2026 – O cenário político nacional já vive uma intensa disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral. Levantamento divulgado pelo g1 aponta que o tribunal recebeu 59 representações eleitorais entre janeiro e abril deste ano, número muito superior ao registrado no mesmo período das eleições de 2022.
A maior parte das ações foi protocolada pelo Partido Liberal (PL) e pelo PT, por meio da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Os processos envolvem, principalmente, acusações de propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial nas redes sociais.
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Segundo os dados do TSE, mais de 90% das representações protocoladas em 2026 tratam de possíveis irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral antecipada. A legislação brasileira proíbe pedidos explícitos de voto antes do início oficial da campanha, marcado para 16 de agosto.
Além disso, a Justiça Eleitoral também restringe o impulsionamento pago de conteúdos com ataques ou críticas a adversários políticos fora do período permitido.
O avanço das ações demonstra que a disputa política já ocorre de forma intensa no ambiente digital e jurídico, mesmo antes da oficialização das candidaturas.
Outro ponto que chama atenção nas ações apresentadas ao tribunal é o uso crescente de inteligência artificial em conteúdos políticos publicados nas redes sociais. Pelo menos seis processos têm relação direta com deepfakes, vídeos sintéticos e conteúdos manipulados digitalmente.
Um dos casos envolve uma ação da Federação Brasil da Esperança contra o PL por causa de um vídeo publicado nas redes sociais do partido, utilizando recursos de inteligência artificial para retratar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja e familiares em uma paródia intitulada “A Grande Quadrilha”.
A federação pede a retirada do conteúdo e aplicação de multa por suposta desinformação sem identificação adequada do uso de IA.
Outro episódio citado envolve a personagem “Dona Maria”, criada artificialmente e usada em conteúdos políticos nas redes sociais. PT, PCdoB e PV alegam que os materiais não apresentam identificação clara de conteúdo sintético e pedem suspensão dos perfis ligados à personagem.
Entre os casos considerados mais inusitados pelo TSE está uma representação do PT contra o senador Flávio Bolsonaro e um frigorífico por causa da divulgação de uma peça publicitária de carne chamada “Picanha 01”, que utilizava imagens do parlamentar com elementos associados à Presidência da República.
Já o PL apresentou ações contra conteúdos impulsionados pelo PT nas redes sociais envolvendo acusações ligadas ao caso conhecido como “Bolsomaster”, além de publicações associando Flávio Bolsonaro a supostos integrantes do crime organizado.
Segundo ministros ouvidos pela reportagem, o principal desafio da Justiça Eleitoral será acompanhar o grande volume de conteúdos produzidos por ferramentas de inteligência artificial, cada vez mais acessíveis e populares.
Até o momento, os únicos processos analisados em plenário pelo TSE envolvem ações relacionadas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula no carnaval deste ano. O tribunal rejeitou, por unanimidade, pedidos de condenação por propaganda eleitoral antecipada.
Atualmente, todos os processos eleitorais presidenciais estão sob relatoria da ministra Estela Aranha, indicada ao TSE em 2025. O tribunal ainda discute internamente quais diretrizes serão utilizadas para analisar os novos casos envolvendo redes sociais, inteligência artificial e propaganda digital durante o processo eleitoral de 2026.
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Tags: TSE, eleições 2026, Lula, Flávio Bolsonaro, propaganda eleitoral, inteligência artificial, deepfake, política brasileira, redes sociais, Tribunal Superior Eleitoral, PT, PL, campanha eleitoral, Justiça Eleitoral, Portal Terra Da Luz