

Daniel Vorcaro teve a segunda proposta de delação premiada rejeitada pela PGR e pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero | Foto: reprodução
15 de junho de 2026 – A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por supostas fraudes no sistema financeiro nacional.
A decisão foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos inquéritos relacionados à Operação Compliance Zero.
Com a nova negativa, fica encerrada a segunda tentativa de Vorcaro de firmar um acordo de colaboração premiada com as autoridades federais.
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Antes da decisão da PGR, a Polícia Federal já havia rejeitado a proposta apresentada pelo banqueiro. Segundo os investigadores, o material entregue não trouxe informações inéditas capazes de contribuir de forma significativa para o avanço das investigações.
Além disso, a PF entendeu que Vorcaro não reconheceu participação em eventuais crimes investigados, requisito considerado relevante para a celebração de acordos de colaboração premiada.
De acordo com os investigadores, as informações apresentadas reproduziam elementos já conhecidos pelas autoridades a partir de documentos, equipamentos eletrônicos e materiais apreendidos durante as fases da operação.
Daniel Vorcaro voltou a ser preso no dia 4 de março deste ano durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação apura supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, além de circunstâncias relacionadas à tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição vinculada ao Governo do Distrito Federal.
Desde a nova prisão, o banqueiro busca negociar um acordo de colaboração com as autoridades para tentar reduzir eventuais responsabilizações penais decorrentes das investigações em andamento.
Atualmente, Vorcaro permanece custodiado em uma sala da Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília.
A rejeição da proposta representa mais um revés para a estratégia de defesa do banqueiro, que tentava utilizar a colaboração premiada como instrumento de negociação junto aos órgãos de investigação.
Com a decisão da PGR e da Polícia Federal, o foco das investigações permanece concentrado na análise dos materiais já apreendidos durante a Operação Compliance Zero.
O caso continua sob relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal, responsável por acompanhar os desdobramentos dos inquéritos envolvendo autoridades com foro privilegiado eventualmente citadas nas apurações.
Até o momento, a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou sobre a nova rejeição da proposta de colaboração.
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