

Expansão da construção civil no Nordeste impulsiona investimentos de distribuidoras de aço e materiais, como o Grupo Hiperferro. | Foto: divulgação.
19 de agosto de 2026 – A construção civil no Nordeste apresenta sinais de expansão em 2026, movimento que tem levado empresas fornecedoras de aço e materiais de construção a ampliar estruturas de atendimento na região. Entre elas está o Grupo Hiperferro, com operações na Bahia e no Ceará.
No Ceará, dados da Sondagem da Construção, realizada pelo Observatório da Indústria Ceará em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontam melhora nos indicadores do setor ao final do segundo trimestre de 2026.
Os índices de Situação Financeira e Margem de Lucro Operacional chegaram a 51,4 e 50,1 pontos, respectivamente, entrando no campo de satisfação. Em junho, o Nível de Atividade alcançou 54,9 pontos, enquanto o Número de Empregados chegou a 51,5 pontos. Os dois indicadores ficaram acima da linha que representa expansão.
O desempenho regional ocorre em um cenário diferente do observado no país, onde a construção civil permanecia em retração havia 11 meses consecutivos.
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O movimento de expansão também aparece nos custos da construção civil. Segundo o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi/IBGE), o Nordeste registrou a maior variação regional de custos do país em março e junho de 2026.
Os resultados foram influenciados principalmente por reajustes salariais da categoria. Na Bahia, o índice de março chegou a 2,16%, maior taxa registrada entre os estados naquele mês.
No cenário nacional, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) registrou crescimento de 1,3% do setor em 2025 e projeta avanço de até 2% em 2026, apoiado pela expansão do crédito e por investimentos em infraestrutura.
O número de trabalhadores com carteira assinada na construção também avançou. No período, o contingente de empregados formais cresceu 3,08%, chegando a aproximadamente 2,9 milhões de trabalhadores em todo o país.
O aquecimento da construção tem refletido no mercado de insumos e levado distribuidoras a reforçar a capacidade de atendimento. O Grupo Hiperferro, que atua nos estados da Bahia e do Ceará, é uma das empresas que ampliaram sua estrutura para acompanhar a demanda.
“Somos uma empresa consolidada no mercado, com mais de 45 anos de atuação, e nos últimos anos temos trabalhado com mais força nossas frentes de atuação, o que tem nos permitido oferecer soluções completas para o setor. O crescimento que vemos hoje na construção civil do Nordeste exige que a gente esteja preparado para acompanhar esse ritmo, e é isso que temos buscado fazer”, afirma Eduardo Pacheco, CEO do Grupo Hiperferro.
Atualmente, o grupo possui nove megalojas, um centro de distribuição em Simões Filho (BA) e duas plantas industriais. A empresa reúne mais de 5 mil produtos e registra cerca de 30 mil operações mensais.
No primeiro trimestre de 2026, o grupo registrou crescimento de 20% no volume comercializado e projeta expansão de 15% para o ano, impulsionada pelo fortalecimento das operações no Nordeste.
Parte da estratégia de expansão foi concretizada em Jequié, no interior da Bahia. Em junho, o Grupo Hiperferro inaugurou uma nova unidade na cidade, com investimento de R$ 7 milhões e área de 2.500 metros quadrados.
A loja amplia a oferta de aço, ferragens e materiais destinados à construção civil, indústria e serralheria para consumidores de Jequié e municípios do entorno.
Considerada um polo comercial e industrial do centro-sul e do sudoeste baiano, Jequié possui cerca de 170 mil habitantes e concentra atividades que movimentam diferentes cidades da região.
“Jequié já faz parte da nossa área de atuação há algum tempo. Muitos clientes da região já compravam conosco, então a abertura da loja física surge como uma estratégia para oferecer mais proximidade, agilidade e qualidade no atendimento. A cidade tem um crescimento muito forte e uma posição estratégica importante para o interior da Bahia”, destaca Eduardo Pacheco.
Segundo o executivo, a nova unidade também busca diminuir a dependência dos consumidores locais em relação aos grandes centros, especialmente na disponibilidade de produtos e na competitividade de preços.
“A região de Jequié possui uma demanda crescente e, muitas vezes, os clientes precisavam recorrer a outros centros para encontrar variedade e produtos com melhor custo-benefício. Nossa proposta é justamente aproximar esse atendimento, oferecendo mais opções e estrutura para atender o mercado local”, afirma.
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