

Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington em meio a tensões no Oriente Médio | Foto: Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA
15 de agosto de 2026 – Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente em missão no Oriente Médio, pelo USS George Washington.
A troca ocorre em meio a tensões com o Irã e após relatos da imprensa internacional sobre problemas de abastecimento, falhas operacionais e crise de saúde mental entre marinheiros a bordo.
O USS Abraham Lincoln está há mais de 260 dias consecutivos em missão, período considerado excepcionalmente longo para uma embarcação desse porte. Cerca de 5 mil militares estão no navio.
O porta-aviões deixou San Diego, nos Estados Unidos, em novembro de 2025 para uma missão inicialmente prevista para durar sete meses no Pacífico.
Em janeiro de 2026, a embarcação foi redirecionada ao Oriente Médio, diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Desde então, o navio passou a integrar a estratégia militar americana na região, em meio à pressão sobre Teerã e ao bloqueio imposto aos portos iranianos no Estreito de Ormuz.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Segundo a imprensa internacional, os problemas com o USS Abraham Lincoln se intensificaram após um ataque iraniano contra uma base naval americana no Bahrein.
O bombardeio teria destruído parte importante do centro logístico usado pelos Estados Unidos na região.
A estrutura era utilizada para reabastecer o porta-aviões com suprimentos básicos para os militares a bordo.
Com a perda desse centro, os americanos precisaram reorganizar a operação e passaram a utilizar a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, como alternativa.
Mesmo assim, o navio passou a enfrentar dificuldades para receber alimentos, itens de higiene e outros suprimentos.
O tempo excessivo de missão, somado às dificuldades enfrentadas a bordo, desencadeou relatos de crise de saúde mental entre os marinheiros, segundo veículos internacionais.
O jornal britânico The Guardian informou que ao menos três militares tentaram se jogar no mar em episódios separados e foram impedidos por outros tripulantes.
A Marinha dos Estados Unidos, porém, afirmou que não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo.
Os militares norte-americanos não divulgaram dados sobre a saúde mental da tripulação, alegando motivos de segurança operacional e privacidade.
O presidente Donald Trump minimizou os relatos sobre as condições enfrentadas pela tripulação.
Questionado sobre os mais de 260 dias de missão, na sexta-feira (14), ele afirmou que esse período estaria longe de ser suficiente.
“Esse navio está se deslocando neste momento, ou vai se deslocar muito em breve, e será substituído por outro navio muito parecido”, afirmou Donald Trump.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que pretende realizar a rotação das equipes o mais rapidamente possível, mas classificou como “completamente distorcidos” os relatos sobre os problemas a bordo.
As declarações de Trump foram criticadas pelo deputado democrata Jason Crow, do Colorado.
Crow, que cumpriu três missões no Iraque e no Afeganistão antes de ser eleito para o Congresso, afirmou que o presidente não demonstra preocupação com os militares e suas famílias.
“O presidente Trump não se importa com nossos militares nem com as famílias deles”, escreveu Jason Crow na rede social X.
Na prática, a substituição do USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington não altera o poder de fogo dos Estados Unidos na região.
A mudança permite, principalmente, a rotação de uma tripulação que passou tempo prolongado em missão.
Ambos os navios são porta-aviões de propulsão nuclear e pertencem à classe Nimitz, uma das mais tradicionais da Marinha americana.
Os dois porta-aviões têm dimensões e capacidades semelhantes.
Cada embarcação possui cerca de 330 metros de comprimento, pode transportar aproximadamente 90 aeronaves, entre caças e helicópteros, e abriga uma tripulação de cerca de 5 mil militares.
O USS Abraham Lincoln entrou em operação em 1989, enquanto o USS George Washington começou a operar em 1992.
A classe Nimitz é considerada, há décadas, a espinha dorsal da aviação embarcada dos Estados Unidos.
A série, no entanto, vem sendo gradualmente substituída pela classe Gerald R. Ford, mais moderna e automatizada.
A troca de porta-aviões ocorre em um momento em que os Estados Unidos tentam manter a pressão militar sobre o Irã.
Embora a troca de ataques tenha diminuído nas últimas semanas, os americanos voltaram a impor bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz.
A região é estratégica para o comércio global de petróleo e segue como um dos principais pontos de tensão geopolítica no Oriente Médio.
Leia também | Museu da Fotografia leva mostra ao TRE-CE
Tags: Estados Unidos, Donald Trump, USS Abraham Lincoln, USS George Washington, porta-aviões, Oriente Médio, Irã, Estreito de Ormuz, Marinha dos Estados Unidos, classe Nimitz, Bahrein, Diego Garcia, Pete Hegseth, Jason Crow, The Guardian, crise militar, saúde mental de militares, abastecimento militar, geopolítica, tensão internacional, bloqueio naval, petróleo, segurança internacional, Portal Terra Da Luz